sábado, 9 de novembro de 2019

PM’s são recebidos com homenagens após operação que deixou quixadaenses mortos em confronto no Tocantins


As equipes de policiais empregados na Operação Hórus Divisa, que ficaram 15 dias em incursões na zona rural da região de Pequizeiro, no Tocantins, foram recepcionadas com honra no pátio do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar em Palmas, nesta quinta-feira, 07. O comandante geral da PM, coronel Jaizon Veras Barbosa, o vice-governador, Wanderlei Barbosa, os deputados estaduais, Luana Ribeiro, Olyntho Neto e Cleyton Cardoso, secretários de estado, vereadores e outras autoridades civis e militares prestigiaram o retorno dos policiais.
Durante a operação pelo menos seis cearenses foram mortos após confronto armado com os policiais, destes, pelo menos quatro eram de Quixadá, sendo dois deles irmãos. Durante a Operação Hórus Divisa foram mobilizados cerca de 200 policiais, três helicópteros e 60 viaturas, em 15 dias de atuação. A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Tocantins, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, além da Secretaria de Segurança Pública do Pará e Casa Militar de Goiás, estas últimas tendo apoiado com helicópteros.
Durante toda a operação foram encontrados em poder da quadrilha: dois fuzis (calibre 5,56), um fuzil modelo AK 47 (calibre 7,62), duas pistolas calibre .40, um revólver calibre .38, e aproximadamente 500 munições de vários calibres. (Com informações da PM do Tocantins).

Acusado de homicídio cometido em Baturité é preso no estado do Paraná

Um trabalho conjunto entre a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na captura de um foragido da Justiça cearense, procurado por envolvimento em um homicídio e em uma tentativa de homicídio ocorridos em abril deste ano, em Baturité. Francisco Robson Germano Alves, 36 anos, também conhecido como “Batinha”, foi capturado em Curitiba, Capital paranaense, nessa quarta-feira (06).
Durante o processo de investigação, a PCCE, por meio de profissionais da Delegacia Regional de Baturité, finalizou o inquérito e representou pela prisão preventiva de Francisco Robson. Após a solicitação ser deferida pelo Poder Judiciário local, equipes da Regional com o auxílio do Departamento de Inteligência Policial (DIP) intensificaram os trabalhos, com o objetivo de capturar o infrator.
A partir das investigações, chegou-se ao paradeiro do foragido, na cidade de Curitiba. Com isso, foi mantido contato com policiais civis da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa do Paraná (DHPP-PR) e, após levantamentos, o suspeito foi encontrado e capturado pelos agentes de segurança, na casa de familiares em um bairro de classe média. Após a comunicação da prisão de Francisco Robson, a Polícia Civil cearense deu início aos procedimentos necessários para seu recambiamento para o Sistema Penitenciário Cearense.

O crime

Na noite de 13 de abril deste ano, Francisco Thyago Cosme Alves, à época com 20 anos, e outro homem de 24 anos voltavam de moto para casa após uma festa, em Baturité. Quando os dois trafegavam nas proximidades de uma praça, foram colhidos por um veículo conduzido por Francisco Robson Germano. Momentos antes, o jovem de 24 anos e Francisco Robson tinham discutido e chegaram a trocar agressões, o que teria motivado o crime. Após o atropelamento, o motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas. Thyago não resistiu aos ferimentos e veio a óbito, enquanto a outra vítima foi socorrida e devido à gravidade dos ferimentos foi encaminhada a um hospital em Fortaleza.

Homem é preso com arma, drogas e balança de precisão

O suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, receptação, resistência e porte ilegal de arma de fogo

Foto: Divulgação/SSPDS/CE

Um homem identificado como Roberto Albuquerque de Souza Júnior (23), foi preso nesta sexta-feira (8), no bairro Genibáu, em Fortaleza. Ele é suspeito de tráfico de drogas, a polícia aprendeu uma arma, uam balança de precisão e uma certa quantidade de drogas com o suspeito.
A polícia recebeu uma denúncia de que estava acontecendo tráfico de drogas em uma casa no bairro. Ao chegarem ao local, a polícia encontrou o suspeito, que ficou nervoso com a presença dos policiais e não queria deixar que os agentes entrassem na casa para realizar uma busca.
Foram encontradas aproximadamente 43 trouxinhas de cocaína, além de maconha e uma balança de precisão. Toda droga encontrada já estava embalada, pronta para ser comercializada. Também foi encontrada no local uma espingarda calibre 12, com numeração raspada, assim como uma certa quantia em dinheiro.
O suspeito foi conduzido para o 12º Distrito Policial, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, receptação, resistência e porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil investiga a atuação criminosa do suspeito em outras práticas delituosas na região, assim como de pessoas envolvidas com atividades ilícitas.

Mulher grávida de 5 meses é presa por tráfico de drogas

A mulher não tinha antecedentes criminais. O marido dela também foi preso pelo mesmo crime

Foto: Divulgação/SSPDS/CE

Uma mulher identificada como Adriana Maciel Lara (19), foi presa nesta quinta-feira (7), no bairro Bonsucesso, em Fortaleza, por tráfico de drogas. Ela está grávida de 5 meses e não tinha antecedentes criminais.O marido dela também foi preso.
A polícia percebeu uma movimentação suspeita na residência do casal e decidiu abordar Alexsandro do Nascimento Pinheiro (26). Por várias vezes, o homem ia para a varanda da casa e retornava, como se estivesse esperando a chegada de alguém. No momento da abordagem policial, o suspeito demonstrava bastante nervosismo.
Ao se aproximarem da sala da residência, os policiais civis avistaram um prato com substância com aparência de cocaína sendo fracionada. Ao adentrarem na casa, encontraram Adriana, grávida de 5 meses, sem antecedentes criminais. Após uma vistoria mais detalhada no local, localizaram cocaína, pedras de crack, um revólver calibre 38, dinheiro e material utilizado para o preparo das drogas. Diante das evidências, os suspeitos confessaram que estavam traficando na região e foram encaminhados para o 5º DP, onde foram presos e estão à disposição da Justiça.
Foram apreendidos ainda munições, dois celulares, drogas (cocaína e crack), produtos químicos utilizados na fabricação dos entorpecentes, uma motocicleta e o valor de R$ 80,00 em espécie. A dupla foi autuada por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Alexsandro do Nascimento Pinheiro (26) tem passagens pela Polícia por receptação e crimes de trânsito.

Governo estuda extinguir seguro obrigatório DPVAT em 2020, diz agência

Medida poderia valer já para o próximo ano, segundo duas fontes da equipe econômica ouvidas pela agência de notícias Reuters

Seguro indeniza vítimas de acidentes de trânsitoFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Governo Federal estuda a extinção do seguro obrigatório DPVAT, que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, o que poderia valer já para o próximo ano, segundo duas fontes da equipe econômica ouvidas pela agência de notícias Reuters.
A Superintendência de Seguros Privados (Susep), inclusive, já enviou uma proposta para o Ministério da Economia sobre o assunto. Segundo a Reuters apurou, o tema poderá ser tratado via medida provisória (MP). Pela proposta, o DPVAT seria extinto a partir de 1º de janeiro de 2020.
Em entrevista à Reuters nesta sexta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a investida, frisando que a ideia é abolir o DPVAT já no ano que vem.
Ele lembrou que o compromisso do governo Jair Bolsonaro é "tirar do cangote" das pessoas e empresas o peso de alguns encargos.
"É algo que o consumidor talvez aprove e tem que ver como vai ficar a indústria que vive disso", disse.
Para cobrir as indenizações do seguro até 2026 por acidentes ocorridos até o fim deste ano, a seguradora Líder, responsável pelo pagamento do DPVAT, repassaria ao Tesouro R$ 1,25 bilhão em cada um dos próximos três anos, conforme proposta atualmente em estudo. Isso aconteceria por intermédio da Susep.
Hoje, o valor anual recolhido a título de DPVAT dos donos de veículos é de cerca de R$ 2,3 bilhões. Por lei, 45% desse montante deve ser repassado ao SUS (Sistema Único de Saúde), com os 5% sendo direcionados ao Denatran.
De acordo com números internos, a avaliação é que, já estimadas as obrigações de repasse e as indenizações a vítimas de acidentes até o fim de 2019, ainda restariam em torno de R$ 4,8 bilhões livres para a seguradora Líder.
A Líder é um consórcio de 73 seguradoras que administra o DPVAT. Entre suas participantes, estão empresas como AIG Seguros, Caixa Seguradora, Bradesco Seguros, Itaú Seguros, Mapfre, Porto Seguro, Omint, Tokio Marine e Zurich Santander.
Mais cedo neste ano, a superintendente da Susep, Solange Paiva, já havia dito publicamente que o modelo do DPVAT estava sob revisão, também criticando sua estrutura de monopólio.
Procurada nesta sexta-feira, a Susep informou à Reuters que não comentaria o assunto.

Após deixar prisão em Curitiba, Lula discursa e ataca Lava Jato

Beneficiado pela decisão do Supremo contra a prisão após condenação em segunda instância, o ex-presidente é solto e, ao encontrar simpatizantes, critica a força-tarefa da Lava Jato. Defesa diz que vai pedir anulação de processo

Lula passou 580 dias preso na carceragem da PF em Curitiba, cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de GuarujáFoto: AFP
Ao deixar, nesta sexta-feira (8), a prisão, após passar 580 dias em uma cela improvisada da Polícia Federal de Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva centrou fogo na força-tarefa da Lava-Jato, acentuou a sua oposição ao Governo do presidente Jair Bolsonaro e deu sinais de que pretende voltar ao cenário político com viagens pelo País. Poucas horas depois, o petista adotou tom mais leve em vídeo publicado nas redes sociais. Disse que quer “construir um País melhor” e que não vai “ficar falando mal” do presidente Jair Bolsonaro.
Condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados a reformas feitas em seu benefício pela Construtora OAS em um apartamento tríplex no Guarujá (SP), Lula é um dos quase 5 mil presos beneficiados por alteração da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que agora não mais permite o cumprimento automático de pena de condenados em duas instâncias judiciárias. A defesa de Lula havia recusado a progressão de pena para o regime aberto, considerando que, ao aceitar, Lula estaria concordando com sua prisão.
Em seu discurso, o petista disse crer que “dignidade não se compra em shopping center, em feira ou bar”, e que a sua teria sido ferida por seus acusadores. Prometeu “lutar para melhorar a vida do povo brasileiro”, que, segundo ele, “está uma desgraça”. Há tempos numa cruzada contra a força-tarefa da Lava Jato, o petista fez ataques.
“Se pegar o (Deltan) Dallagnol, o (Sergio) Moro, alguns delegados que fizeram inquérito, enfiar um dentro do outro e bater no liquidificador, o que sobrar não é 10% da honestidade que eu represento neste País”, disse o ex-presidente, referindo-se aos agentes como “lado podre” de instituições que trabalharam, em seu entendimento, “para tentar criminalizar a esquerda, o PT e o Lula”.

Discurso
Embora tenha citado o nome do presidente várias vezes ao longo do discurso, Lula direcionou os ataques muito mais na esfera governamental, em uma evidente demonstração de que pretende assumir o lugar de principal opositor do atual Governo Federal.
“Depois que eu fui preso, o Brasil não melhorou, o Brasil piorou. O povo está passando mais fome, o povo não tem mais trabalho, o povo está trabalhando de Uber, tá trabalhando de bicicleta para entregar pizza, tá trabalhando sem o menor respeito”, criticou.
De acordo com o IBGE, a extrema pobreza atingiu 13,5 milhões de pessoas no último ano, maior nível dos últimos sete anos. Estudo da FGV também apontou o mais longo período de aumento de desigualdade da história, com concentração de renda crescente há mais de quatro anos.
Lula agradeceu a lideranças petistas no palco e citou partidos como Psol, PCdoB e PCO, ensaiando a reorganização de sua base política. Para o ex-presidente, o petista Fernando Haddad não foi eleito presidente no ano passado “porque a eleição foi roubada”, numa referência a suspeitas de uso de disparos massivos de mensagens de WhatsApp pela campanha de Bolsonaro. O episódio é apurado no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o petista, Bolsonaro foi eleito “com base em fake news e mentira”.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Julgamento da Chacina do Benfica começa nesta quarta; relembre o crime

Sentam no banco dos réus Douglas Matias da Silva, Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes e Francisco Elisson Chaves de Souza
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Começa nesta quarta-feira, 6, o julgamento dos três acusados de participação na chamada Chacina do Benfica, que deixou sete mortos em diferentes pontos do bairro de Fortaleza em 9 de março de 2018. Segundo o Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE), o julgamento durará dois dias, até quinta-feira, 7, devido “à quantidade de réus, vítimas e pela complexidade do caso”.
Sentam no banco dos réus Douglas Matias da Silva, Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes e Francisco Elisson Chaves de Souza. Na denúncia, o Ministério Público do Ceará (MP-CE) havia arrolado 30 testemunhas do caso. Eles irão a júri popular pelos crimes de homicídio, homicídio tentado e organização criminosa.

O que foi a Chacina do Benfica?

A chacina ocorreu em 9 de março de 2018, em três pontos distintos do Benfica, em Fortaleza. Era noite de sexta-feira e o bairro, conhecido pelo clima universitário e boêmio, estava tomado por estudantes e frequentadores de bares da região. Por volta das 23h30min, um veículo Fiat Punto branco parou próximo à Praça da Gentilândia, e os ocupantes começaram a disparar.
Foram cerca de 20 tiros, que deixaram três mortos. O segundo front do massacre ocorreu em uma rua próxima, na Vila Demétrio, quando atiradores dispararam contra a sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), deixando dois mortos. O último ponto da chacina foi na rua Joaquim Magalhães, onde outras duas pessoas com camisetas da TUF foram assassinadas.

Qual foi a motivação dos crimes?

A Polícia Civil do Ceará apurou que a chacina ocorreu no contexto do conflito entre facções criminosas. Os autores do crime são da facção Guardiões do Estado (GDE). Além do trio de réus, um adolescente e, pelo menos, um outro homem não identificado participaram do crime, ainda de acordo com a investigação da Polícia Civil no caso.
Segundo a denúncia, o alvo principal da ação era Geovane Diogo Silva Oliveira, integrante da facção Comando Vermelho (CV) e autor do assassinato de Jorge Luiz, primo do réu Stefferson Mateus. Os homicidas não encontraram Geovane, mas, na Praça da Gentilândia, se depararam com um primo dele, José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior. No local, passaram a disparar contra Gilmar, atingindo também pessoas sem qualquer relação com a disputa.
Conforme o MPCE, de lá os réus seguiram à sede da TUF, onde acreditavam que poderiam encontrar integrantes do CV. Ao sair do local, os criminosos ainda se depararam com outras duas pessoas em uma moto, que também identificaram como integrantes do CV. A investigação encontrou indícios de que essas vítimas foram confundidas com outras pessoas. A investigação descarta que o crime tenha relação com torcidas organizadas.

Quem são os acusados?

Dois dias depois da chacina, foi preso em um apartamento do Meireles, bairro nobre de Fortaleza, o primeiro acusado do crime, Douglas Matias da Silva. Sete meses antes da matança, ele já havia tido prisão preventiva decretada por suspeita de participação em outro assassinato na Praça da Gentilândia, mas estava foragido.
Quase dois meses depois, os outros dois suspeitos, Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes e Francisco Elisson Chaves de Souza, foram presos em Paracuru, na Região Metropolitana de Fortaleza. Eles estavam cometendo crimes na região e foram capturados por tráfico de drogas e porte de armas. Os dois já tinham mandados de prisão abertos desde março pela chacina, e respondiam na Justiça por assalto a mão armada e furto de veículos.

Quem foram as vítimas?

Morreram na Praça da Gentilândia José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior, Antônio Igor Moreira e Silva e Joaquim Vieira de Lucena Neto. No entorno da sede da TUF, foram mortos Carlos Victor Meneses Barros e Adenilton da Silva Ferreira. Já na Joaquim Magalhães, morreram Pedro Braga Barroso Neto e Emilson Bandeira de Melo Júnior.

Segundo a Polícia, quatro das sete vítimas, Joaquim Vieira, Carlos Victor Meneses, Emilson de Melo e Adenilton da Silva não possuíam antecedentes criminais. José Gilmar Furtado e Antônio Igor Moreira tinham passagens por posse de drogas. Pedro Braga Barroso respondia por crimes de roubo e associação criminosa.