terça-feira, 31 de agosto de 2010

Quadrilha troca tiros com vigilantes da Escolta Armada de caminhão

SÃO PAULO - Uma escolta armada a serviço dos Correios conseguiu evitar o roubo de uma carga avaliada em cerca de R$ 2 milhões na madrugada desta segunda-feira, 30, na Rodovia Castelo Branco, próximo ao Cebolão. O caminhão vinha de Jandira com destino à capital e foi fechado na altura do km 17 pelos ladrões, mas seguranças acompanhavam o transporte à distância e reagiram. Houve troca de tiros e a quadrilha fugiu sem levar nada. Ninguém ficou ferido.


Os criminosos estavam em três veículos - um Corolla, um Meriva e outro não identificado - e começaram a seguir de perto o caminhão por volta das 3h30, após o pedágio do km 20, na região de Alphaville. A escolta armada desconfiou e, de longe, fez o acompanhamento. Segundo os seguranças, três ladrões saíram dos carros para atirar e fugiram em seguida. Duas balas acertaram o caminhão e três, o veículo da escolta.

O motorista, de 46 anos, se agachou na cabine no momento do tiroteio. Ele trabalha há 13 nos Correios e disse que nunca havia sofrido uma tentativa de assalto. O caso foi registrado no 10º Distrito Policial de Osasco.

Vigilantes e relação com o cliente

Vigilante ao desempenhar suas atribuições legais (conforme a lei 7102/83) e também àquelas designadas pelo cliente, é o representante máximo de sua empresa no posto de trabalho (cliente).


Cabe a este profissional estabelecer no decorrer da execução dos serviços as melhores relações ético-profissionais com o cliente (e na realidade adaptar-se às rotinas e exigências do cliente).

Entretanto, nestes processos de adaptação aos clientes, ocorrem desvios de função do profissional Vigilante onde o mesmo exerce atividades (que apesar de serem em parte decorrentes das rotinas do posto, impedem e/ou dificultam a plena execução do serviço inicialmente contratado, ou seja, segurança patrimonial); existem, correntes de pensamentos que justificam estas práticas a globalização nas relações econômicas e evolução dos sistemas e relações trabalhistas onde existe a procura de profissionais aptos a atuarem em diversas funções correlacionadas a profissão de origem (procura-se um Vigilante que seja Conferente, Telefonista, Manobrista, Copeiro...), o que não pode ser confundido com exigência de um grau maior de especialização do profissional Vigilante.

No que tange as relações com o cliente o Vigilante por ser o representante máximo de sua empresa, deverá procurar a solução das questões pertinentes às rotinas de trabalho no posto junto ao cliente e levará ao conhecimento de seus superiores hierárquicos na empresa, questões que não possa e/ou tenha condições de resolver.

Muitas empresas prestadoras dos serviços de segurança privada desconhecem e/ou fingem desconhecer, que o profissional que está no posto de serviço é o responsável direto pela manutenção do contrato de serviços, pois se executar estes serviços com má disposição ou desídia, prejudicará os interesses de sua empresa na parte contábil (receita) e marketing (imagem da empresa). Em relação às empresas tomadoras de serviços, existe o problema chamado desvio de função onde o prestador de serviços (Vigilante) é sobrecarregado com funções não compatíveis com o serviço de segurança patrimonial; existem casos onde o Vigilante é exposto a condições insalubres sem o fornecimento e capacitação para o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Estas questões estão sendo geradoras de Processos juntos às Justiças do Trabalho Regionais devido à falta de atenção dos departamentos comerciais e operacionais das prestadoras de serviço (durante a avaliação dos postos de serviço na fase de implantação do contrato) e da parte do contratante que muitas vezes deixa totalmente os encargos trabalhistas por conta da prestadora, não efetuando periodicamente, verificações quanto à situação da empresa em relação a seus funcionários (pagamento de salários em dia, treinamento e qualificação, registro aos órgãos de segurança, situação perante INSS e Receita Federal...).
Quando existe a integração entre prestador e tomador de serviços, ocorre a excelência nos serviços.

sábado, 7 de agosto de 2010

Carteira Nacional do Vigilante - CNV

Carteira Nacional de Vigilante – CNV é a identidade funcional do vigilante, mas só deverá ser requerida junto a Polícia Federal quando o vigilante estiver exercendo a atividade, registrada em carteira de trabalho, ou seja, quando estiver vinculado a empresa especializada em segurança privada ou empresa orgânica de segurança.
Assim, apenas a empresa contratante ou entidades de classe (sindicato dos vigilantes, por exemplo) devem requerer a CNV junto a Polícia Federal.

Art. 111.
A Carteira Nacional de Vigilante - CNV - instituída pela Portaria 891/99 -DG/DPF, será de uso obrigatório pelo vigilante, quando em efetivo serviço, constando seus dados de identificação e as atividades a que está habilitado.
§ 1º A CNV somente será expedida se o vigilante preencher os requisitos profissionais previstos no art. 109 da portaria 387/06-DG/DPF, estiver vinculado à empresa especializada ou a que possua serviço orgânico de segurança, e possuir curso de formação, extensão ou reciclagem dentro do prazo de validade.
Art. 112. A CNV deverá ser requerida pela empresa contratante à DELESP ou CV, ou através das entidades de classe, até 30 (trinta) dias após a contratação do vigilante, devendo-se anexar:
I - Carteira de Identidade e CPF;
II - CTPS, na parte que identifique o vigilante e comprove vínculo empregatício com empresa especializada ou executante de serviços orgânicos de segurança autorizada a funcionar pelo DPF;
III - 02 (duas) fotografias recentes do vigilante, de frente, colorida, de fundo branco, tamanho 2 x 2 cm;
IV - comprovante de recolhimento da taxa correspondente, às expensas do empregador.
§ 1º Os documentos mencionados nos incisos I e II deste artigo deverão ser apresentados em cópias reprográficas e originais, sendo estes restituídos após conferência pelo órgão recebedor, ou em cópias autênticas, e sendo as cópias anexadas ao formulário de requerimento.
§ 2º O protocolo do requerimento, de porte obrigatório pelo vigilante enquanto não expedida a CNV, terá validade de 60 (sessenta) dias a partir do recebimento do pedido pelo DPF, na forma do “caput”, e comprovará a regularidade do vigilante durante esse período.
§ 3º Não sendo expedida a Carteira Nacional de Vigilante no prazo fixado no parágrafo anterior, o Chefe da DELESP ou Presidente da Comissão de Vistoria poderão prorrogá-lo por mais 60 (sessenta) dias, revalidando por esse período o prazo constante do protocolo de entrega do formulário.

A empresa tem um prazo de trinta dias da data de contratação do vigilante para requerer a CNV, estando sujeita a penalidade que varia de advertência a 5000 UFIR, caso possua em seu quadro funcional vigilantes sem CNV.
A taxa para recolhimento é de dez UFIR, sendo que a GRU para pagamento pode ser extraída do site http://www.dpf.gov.br, clique no link pessoas e entidades brasileiras PREENCHAO FORMULÁRIO E CLICAR EM GERAR GUIA (observar que o código STN é 140350 - expedição de carteira de vigilante).
Como a obrigação do protocolo do pedido da CNV é da empresa, é ela quem deve requerer o documento na DELESP ou Comissão de Vistoria mais próxima da sede da empresa.
Obs: Se você decidir entregar a lista de documentos solicitados no sindicato para que sua carteira nacional seja solicitada por eles também pode preencher a ficha e imprimir direto no site da Polícia Federal.

Fonte:
MSG 166/10- DICOF/CGCSP - Brasília/DF, 07 de maio de 2010