domingo, 12 de dezembro de 2010

Tiro partiu de policial federal e acertou instrutor

Fonte: Gazeta de Ribeirão-SP
O tiro que acertou acidentalmente um homem no final da tarde na sede da Defense Centro de Formação e Reciclagem de Vigilantes foi disparado de um instrutor, policial federal, durante um curso de tiro dado à Guarda Civil Municipal (GCM) de Ribeirão Preto. O policial não tem vínculo com a empresa, conforme publicado pela Gazeta. A Defense apenas cedeu o espaço à Prefeitura Municipal.

O instrutor da Polícia Federal acertou o tiro, de raspão, no instrutor da Defense Lucílio José Pereira Neto, 38 anos, e não em um aluno da Defense, diferente do publicado ontem. Todas as informações publicadas ontem foram passadas pela Polícia Militar e por funcionários da própria empresa.

Pereira Neto foi encaminhado para a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas e, de acordo com a assessoria de imprensa do hospital, passa bem. Até ontem, ele permanecia em observação e não tinha previsão de alta médica.

A Polícia Federal, que não comentou o caso, investiga as circunstâncias do disparo. Anteontem foi feita uma perícia minuciosa no local, fechada à imprensa, e que contou com o acompanhamento de representantes da empresa e da GCM. O superintendente da GCM, André Luís Tavares, disse que não poderia fornecer informações por determinação da PF.

De acordo com o proprietário da Defense, 1º tenente do Exército Nivaldo Melara Júnior, o grupo dos guardas está há cerca de um mês em treinamento no local e foi a primeira vez que o espaço foi cedido à Administração Municipal.

"A Defense não tem nenhuma relação com o que aconteceu. Eu apenas emprestei o espaço físico para o curso de tiro", afirmou Melara Júnior. Segundo ele, Pereira Neto estava em outra sala de treinamento quando aconteceu o acidente. "Não aconteceu nada mais grave com o meu funcionário. O tiro foi de raspão", afirmou.

A empresa, que é de São José do Rio Preto, atua na área de segurança desde 2003 e inaugurou sua filial em Ribeirão há dois anos. Chega a receber 100 alunos por curso —são oferecidas aulas para formação de vigilantes, reciclagem de vigilante patrimonial, reciclagem de vigilante de transporte de valores, transporte de valores, segurança pessoal privada e escolta armada.

Vigilantes associados com desconto em cursos de formação

Fonte: SINDVIG-RJ

O sindicato tem parcerias com cursos de formação de vigilantes para melhor atender os associados e prepará-lo para o mercado de trabalho. Os cursos conveniados são: NCTEC, Alcancy, Fortress, Oportunidade Seg e Vigstar. Para a inscrição é necessário apresentar certidão negativa. Para os moradores de outros municípios, é preciso adquirir o formulário GRERJ (em qualquer papelaria) e dar entrada aos documentos no Fórum mais próximo a sua residência. Nos cursos o vigilante tem aulas de noções de direito penal, aulas de manuseio de armamento, de defesa pessoal, de combate a incêndios e primeiros-socorros. Os descontos são garantidos a todos os associados. Basta comparecer a sede do sindicato e solicitar esse direito!

Será que isso é só pro Rio de Janeiro????????

Lei de Cuiabá exige vigilantes em qualquer lugar onde há caixa eletrônico

A Câmara Municipal de Cuiabá derrubou o veto do prefeito Francisco Galindo e aprovou com unanimidade o projeto de lei que exige que as instituições financeiras coloquem vigilantes armados das 6h às 22h dentro das agências bancárias, conveniências, postos de combustíveis, padarias e outros comércios que tenham caixas-eletrônicos.

A lei prevê ainda a instalação de detector de metal na entrada dos bancos e que a fachada em torno do prédio seja de vidro à prova de bala. Atualmente, a porta-giratória fica nointerior da agência, o que permite que os bandidos possam entrar armados nos bancos.

Segundo o autor da proposta, vereador Toninho de Souza, o objetivo é aumentar a segurança. “A lei vem para impedir o aumento da violência dentro e fora das agências bancárias. É necessário a lei entrar logo em vigor para conter essa onda de assaltos aos bancos e, automaticamente a seus clientes”, frisou. A meta agora, de acordo com o vereador, é fazer com que a prefeitura e o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso exijam das agências o cumprimento.

O sindicato dos bancários do Mato Grosso quer mais: Por meio de um ofício protocolado na segunda-feira, dia 6, solicitou ao governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), que seja elaborado um Projeto de Lei do Executivo que trate da segurança bancária e seja capaz de colocar a proteção à vida de vigilantes, bancários e clientes em primeiro lugar.

Pelo menos 17 bancos já foram assaltados este ano no estado e nada menos que 104 caixas eletrônicos foram arrombados. O último assalto noticiado Foi mesta terça-feira, dia 07, a uma agência do Banco do Brasil em Denise, a 208 quilômetros de Cuiabá. De acordo com informações da polícia, cerca de seis homens fortemente armados invadiram a agência por volta das 13h30m, minutos após um carro forte ter deixado o local.

Na saída, os bandidos trocaram tiros com a polícia e fugiram do local em dois carros levando o dinheiro roubado e quatro pessoas como refém, entre elas o gerente da agência. Cerca de 30 quilômetros da cidade os bandidos liberaram os reféns e atearam fogo nos dois carros. Ainda, segundo a polícia, eles teriam fugido em um terceiro carro que dava cobertura aos assaltantes.

Para colaborar na solução do problema, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) já apresentaram um anteprojeto de lei para tornar obrigatória a instalação de dispositivos de segurança nas agências e nos postos de serviços das instituições financeiras. O lançamento ocorreu durante a solenidade de posse da nova direção da CNTV, no dia 19 de novembro.

O projeto estabelece a ampliação dos equipamentos de segurança das agências e postos de atendimento dos bancos, com portas giratórias com detectores de metais antes do autoatendimento, câmeras de filmagem em tempo real com monitoramento externo nas áreas de circulação de clientes, calçadas e estacionamento, vidros blindados nas fachadas, divisórias individualizadas entre os caixas inclusive eletrônicos e biombos entre as filas de espera e os caixas.

Em João Pessoa (PB), por exemplo, já existe, desde 2008, uma lei que prevê maior proteção para bancários, vigilantes e clientes. Ela determina que as agências bancárias e instiutições financeiras sejam obrigadas a instalar , no espaço entre os caixas e a filla de espera, um painel de madeira opaco para impedir a visualização das pessoas que estão sendo atendidas.

O anteprojeto da CNTV e da Contraf-CUT será levado pelos sindicatos para as câmaras municipais em todo país e também estabelece aos vigilantes o uso de colete a prova de balas, arma de fogo e arma não letal autorizada, além de assento apropriado e escudo de proteção.Também proíbe o vigilante de exercer qualquer outra tarefa nas agências que não seja a de segurança. Ou seja, o vigilante não deve auxiliar os clientes com dificuldades com caixas eletrônicos nem ser responsável por alertar os clientes quando houver legislação que o impeça de usar o telefone celular, por exemplo.

O presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes, José Boaventura explica:“a proposta que apresentamos é completa e bem mais consistente que ações simplistas como a proibição do uso de celulares”,argumenta. "Os bancos precisam fazer a sua parte, melhorando as precárias condições de segurança privada nos estabelecimentos, assim como os governos devem investir mais na segurança pública, a fim de proteger efetivamente os trabalhadores e a sociedade", conclui.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

“Saidinha bancária” e a responsabilidade dos bancos

Thales Pontes Batista,

Resumo: Estudo acerca dos riscos e cuidados relacionados ao tema “Saidinha Bancária”, prática cada vez mais freqüente tendo como vítimas usuários dos serviços bancários em todo o país, visto sob o enfoque da responsabilidade.

Palavras-chaves: Saidinha - Bancária – Bancos – Riscos - Cuidados.

Sumário: 1. Introdução 2. “Saidinha Bancária”: riscos e cuidados 3. Conclusão.

1. INTRODUÇÃO

Como se não bastassem as altas taxas de juros bancários cobradas, filas intermináveis, demora no atendimento, falta de estacionamento, poucos funcionários, cobrança de tarifas por serviços não solicitados, dentre outros problemas, os consumidores de serviços bancários têm ainda que velar por sua segurança sempre que se dirigirem a alguma agência.

Hoje é um verdadeiro tormento ter que ir a uma agência bancária para realizar a operação desejada, a insegurança é muito grande, o risco de assalto é iminente e constante. Tal é o número de roubos contra aqueles que realizam saques de determinadas quantias em bancos que já se batizou tal operação delitiva de “saidinha bancária”.

2. “SAIDINHA BANCÁRIA”: RISCOS E CUIDADOS

Nessa modalidade de assalto o bandido observa silenciosamente a vítima escolhida, geralmente através de “olheiros”, de forma a identificar pessoas que façam saques de quantias mais consideráveis e sejam aparentemente mais frágeis, portanto com menor poder de reação. Feita a identificação da vítima a mesma é seguida até algum ponto ermo que permita ao assaltante praticar o delito com menores riscos de ser pego, muitas vezes nas próprias imediações dos estabelecimentos bancários. Geralmente a ação não é feita de forma isolada, agindo os delinqüentes em grupo, fazendo uso de armas e veículos automotores para a consecução de seu desiderato. A ação geralmente é rápida de forma a causar surpresa, fazendo com que o efeito da mesma seja o mais impactante possível, o que dificulta a reação da vítima e a própria identificação dos delinqüentes. Tudo é minuciosamente e covardemente estudado e planejado.

O saldo de tal ação arquitetada é um número cada vez mais crescente de pessoas com traumas físicos e psicológicos, em alguns casos deixando marcas consideráveis e difíceis de superar.

Não se queira afirmar que existem meios eletrônicos e virtuais de se realizar as transações bancárias necessárias nem que o culpado de tudo é o Poder Público por não dar a segurança adequada e esperada. Os bancos, enquanto fornecedores de serviços, devem assim agir, prestando-o de forma qualitativa e segura ao usuário consumidor, o que significa dizer que uma vez os prestando “in locu”, ou seja, na própria agência bancária, deverão sim arcar com a segurança de sua prestação, sob pena de sua responsabilização cível e criminal pelos prejuízos experimentados pelos correntistas.

A segurança pública deve existir sim, mas isso não exime a obrigação daquele que presta dado serviço ao consumidor de também arcar com esse ônus, sempre visando o melhoramento do serviço prestado o que é um imperativo legal.

As “saidinhas bancárias” ocorrem mais freqüentemente em épocas de pagamentos, ou seja, nos primeiros cinco dias úteis no mês, fim de ano, onde ocorre o pagamento do 13º salário, e datas de comemorações festivas como o Natal e o Ano-novo, dentre outros feriados que são os períodos mais propícios para esse tipo de crime.

A melhor maneira de se tentar evitar a “saidinha bancária” é procurar estar sempre atento ao realizar alguma transação bancária, principalmente saques. Em caso de se perceber algum movimento ou atitude suspeita comunicar imediatamente a segurança do banco e a polícia, buscar a presença de outras pessoas, se possível no interior da própria agência, falar com o segurança da agência, se houver, procurando sempre dar preferência a horários de menor movimentação, portanto mais calmos, evitando, sempre que possível o horário de almoço, ou seja das 11h às 14h. Buscar se certificar de que não está sendo seguido ou observado ao sair da agência. Não usar acessórios que chamem atenção como maletas, bolsas, pastas e envelopes, não fazer manuseio do dinheiro em público. Em caso de estar acompanhado ou ao telefone, evitar conversas altas que permitam a verificação dos circulantes daquilo que você está a fazer no banco, dentre outras medidas assecuratórias.

Ao certo não se conseguirá evitar 100% os assaltos, todavia a prudência nunca é demais, pois, se não resolve o problema, pelo menos tenta minimizá-lo de forma a diminuir os riscos e aumentar a segurança.

3. CONCLUSÃO

Assim o consumidor deve ficar atento e exigir seus direitos, buscando inclusive o Judiciário, se for o caso, para ressarcimento dos eventuais prejuízos sofridos. Com essa atitude espera-se que ocorra uma mudança no atendimento hoje feito aos correntistas de forma a lhes proporcionar uma melhor segurança quando de suas idas às agências bancárias, devendo os bancos providenciar a imediata contratação de segurança privada e/ou aumento da segurança atualmente existente, fazendo-se assim respeitar os direitos básicos do consumidor e reduzir os riscos atualmente existentes.

O Âmbito Jurídico não se responsabiliza, nem de forma individual, nem de forma solidária, pelas opiniões, idéias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es).

SAIDINHA BANCÁRIA

Proposta dos trabalhadores é a mais eficaz
Os vigilantes e bancários são sempre tratados como suspeitos de passar informações nos casos de saidinha bancária. Na verdade são vitimas, pois muitos ter perdido a vida, juntamente com clientes. Para tratar de forma séria e combater efetivamente este crime as Confederações Nacionais e Sindicatos de Vigilantes e Bancários elaboraram uma proposta de projeto de lei e estão encaminhando para todas as Câmaras Municipais. O texto propõe a instalação dos seguintes dispositivos de segurança: porta de segurança em caráter obrigatório; fachadas com vidros laminados; armários antes da porta de segurança para guarda de pertences dos clientes; divisórias nos caixas, inclusive os eletrônicos, que garanta a privacidade das operações; biombo entre caixas, inclusive os eletrônicos, e fila de espera; veda ao vigilante fazer outra atividade que não a segurança, além de dispor de arma de fogo e arma não letal, assento e escudo de proteção. Estas medidas, sim, podem garantir uma efetiva redução e combate a saidinha e a preservação de vidas. O Sindicato já entregou copia do projeto a Vereadora Marta Rodrigues e está programando um ato político para fortalecer a luta.

CELULAR NOS BANCOS


Fiscalizar ou proibir não é tarefa de vigilante

O Prefeito de Salvador, com o estilo demagogo e o estardalhaço que lhe é peculiar, publicou em setembro ultimo o Decreto 21.193, regulamentando a Lei 7.850/2010 aprovada na Câmara de Vereadores, proibindo o uso de telefone celular, radio amador e congêneres no interior das agencias bancárias de Salvador, sob o argumento de combater a “saidinha bancária”. A medida, além de demagógica e de eficácia duvidosa, manda os bancos afixarem avisos no interior das agencias e adotar providencias necessárias a fiscalização da determinação. Alguns bancos já ensaiam ordens para que vigilantes fiquem fiscalizando clientes e funcionários. NÃO ! A nossa função é cuidar da segurança das pessoas dentro das agencias e do patrimônio. Proibir uso de celular pode ser caracterizado como abuso e atentado contra a liberdade individual. Se um vigilante for processado por isto, bancos e empresas lavam as mãos e o trabalhador fica impedido de fazer reciclagem e continuar trabalhando. O Sindicato já está em campo levantando as denuncias de colegas em relação a bancos que estão dando estas ordens. Primeiro esses bancos serão alertados pelo Sindicato. Persistindo, serão visitados com barulho (cospe bala) e denunciados ao MPT. Colegas, denuncie, não se cale.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

OPERAÇÃO VARREDURA II Empresas de Segurança Privada na mira da PF

Campos.


A Polícia Federal divulgou na manhã desta sexta-feira (03/12) o balanço da Operação Varredura II realizada na quinta-feira (02/12), em Campos. A operação teve como objetivo averiguar o exercício da atividade de segurança privada no município.

Durante toda a quinta-feira a Polícia Federal visitou diversos estabelecimentos como escolas, laboratórios, casas noturnas, shoppings, usina e hospital exigindo a documentação dos vigilantes que trabalhavam nos referidos locais.

Dos 16 locais visitados nove estavam irregulares. De acordo com o delegado da Polícia Federal, Paulo Cassiano, a irregularidade mais comum se dá no desvio de função praticado por algumas empresas de segurança privada.

“A atividade de vigilante é fiscalizada e regulamentada pela Polícia Federal. Nesses estabelecimentos conferimos se havia todo o registro daqueles que estavam exercendo a atividade de vigilante. Dentre os documentos exigidos está a Carteira Nacional de Vigilantes que é expedida pela Polícia Federal”, afirmou o delegado ressaltando que muitas empresas contratam vigias para exercer a função de vigilante em função do piso salarial dos vigias ser menor.

Os estabelecimentos onde foram encontradas irregularidades foram autuados juntamente com as empresas que prestam este tipo de serviço. Segundo o delegado as empresas terão prazo para responder a Polícia Federal e apresentar justificativa. “Após emitirmos o Auto de Encerramento as empresas terão prazo para apresentar defesa junto a justiça” afirmou Paulo Cassiano.

Na Operação foram apreendidos seis rádios comunicadores. Paulo Cassiano afirmou ainda que a fiscalização deste tipo de serviço é uma atribuição da Polícia Federal e acontece freqüentemente no município.