quarta-feira, 11 de julho de 2012

Acusado de assaltar bancos ordenava mortes em presídio da PB, diz polícia


Homem atuava em 15 estados brasileiros, segundo Polícia Civil.
Ordem era para outros criminosos matarem supostos traidores.
Do G1 PB
A Delegacia de Roubos e Furtos de Campina Grande informou nesta terça-feira (10) que Dyllian Muniz de Queiroz, de 36 anos, acusado de vários assaltos a bancos no Brasil, preso no útimo sábado em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, também encomendou a morte de pelo menos três detentos da Penitenciária Padrão Raymundo Asfora, o Presídio do Serrotão, em Campina Grande. O acusado, mais conhecido como "Monstro" é de Campina Grande, mas, segundo a polícia, ele atuava em 15 diferentes estados brasileiros.
A polícia divulgou a imagem da Nota Promissória contendo um recado com a ordem do assassinato de três homens. O bilhete diz que os três eram “cabuetas”, ou seja, traidores, e que eles estavam “no lugar errado”. O acusado ainda pedia urgência. “Faça isso sem falta. É muito importante”, disse no recado. No bilhete, havia a marca de uma empresa de operações de crédito com um endereço. Quando consultou o nome da empresa, a polícia verificou que estava registrada no nome dele e conseguiu chegar ao acusado.
Nota Promissória continha bilhete com ordem de assassinato (Foto: Reprodução/DRF Campina Grande)Nota Promissória continha bilhete com ordem de assassinato (Foto: Reprodução/DRF Campina Grande)
Na casa de Dyllian, os agentes da Polícia Civil encontraram uma farda camuflada que seria usada em um próximo crime na Bahia. Segundo a polícia, ele queimava carros nas fugas, deixava grampos para furar os pneus dos carros da polícia e usava reféns como escudo humano.
Ele já foi preso seis vezes e cumpriu dez anos de pena, mais ainda tem mais de 38 anos de prisão a serem cumpridos no Presídio de Segurança Máxima da Paraíba, o PB1, de onde fugiu em 2009. Em depoimento na Central de Polícia, ele confessou ter assaltado, junto com outros criminosos, uma lóterica e uma agência bancária, em Campina Grande, e o Banco do Brasil de Aroeiras. Dyllian assumiu também os disparos contra uma viatura da Polícia Civil, quando um policial saiu ferido. O suspeito também assumiu a prática de pelo menos 20 assaltos a instituições de crédito.

Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos de Campina Grande, Dyllian Muniz de Queiroz atuava nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte,São Paulo e Sergipe.
A polícia mapeou dezenas de criminosos coordenados pelo suspeito na Paraíba e em Pernambuco. Segundo a investigação apresentado pela polícia, ele é considerado um dos maiores assaltantes do Nordeste e teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.

Histórico criminal
O histórico criminal de Dyllian, de acordo com levantamentos da Polícia, registra, somente em 2001, um processo por assalto a um posto de atendimento do antigo Paraiban, em João Pessoa; processo por tráfico de drogas e formação de quadrilhas e assalto em Campina Grande. Em 2002, foi preso na BR-230, transportando armas e munições. No ano de 2003, capturado pela prática de crime de estelionato, em Alagoas, e assalto e formação de quadrilha em Cabedelo, na Paraíba.

Ele ainda responde por tráfico de drogas em Goiás e pelo sequestro de um oficial da Polícia Militar, quando invadiu o quartel de Salgueiro, em Pernambuco, de onde roubou 58 armas, incluindo fuzis, pistolas e metralhadoras.

Na cidade de Petrolina, o suspeito se passava por um sucedido empresário, inclusive com cartões de crédito sem limites para suas transações comerciais. Para realizar seus negócios e lavagem de dinheiro, usava uma empresa de operações de crédito com um faturamento anual superior a R$ 500 mil.

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