sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sexo na escola: mãe de aluna vai processar professora e direção


Jovem parou de frequentar aulas após ser forçada a praticar sexo oral


A mãe da adolescente que foi forçada a praticar sexo oral nos colegas dentro da sala
 de uma escola municipal, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, disse nesta quinta-feira (22)
 que irá processar a professora e a direção do colégio.
O caso aconteceu em 16 de outubro, mas só foi registrado na Dcav (Delegacia da Criança
 e Adolescente Vítima) no dia 31. Segundo o depoimento da estudante, de 13 anos, ela estava
 sentada em uma cadeira no fundo da sala em um intervalo entre aulas, quando uma menina e
quatro meninos, com idades entre 13 e 15 anos, a obrigaram a fazer sexo oral nos rapazes.
De acordo com a mãe da menina, toda a direção estava na escola no momento do abuso e
 ninguém tomou providência.
— Estavam todos no colégio e ninguém fez nada. Falaram para a minha filha não falar nada
sobre o que aconteceu pra ninguém. Inclusive, a professora chamou minha filha e disse que
ela passaria de ano direto. Vou processar os professores, o colégio, quem for preciso.
A Secretaria Municipal de Educação informou que a 2ª CRE (Coordenadoria Regional de
 Educação) abriu sindicância administrativa para apurar o caso. Segundo a secretaria, a diretora
da unidade escolar procurou a 2ª CRE tão logo soube do ocorrido.
Delegacia investiga o caso
O inspetor Eduardo Nogueira da Dcav afirmou que, se for comprovado que os estudantes
 forçaram a adolescente a praticar sexo oral, os menores poderão cumprir medidas
socioeducativas ou até serem expulsos do colégio.
Segundo Nogueira, além da vítima, foram ouvidos o inspetor de alunos, um professor e
outros dois funcionários do colégio, além dos estudantes envolvidos e a mãe da vítima.
A Dcav ainda pretende ouvir outros alunos que podem ter presenciado o ato.
— A maioria dos jovens é maior de 14 anos e, de acordo com a lei, medidas cautelares
podem ser aplicadas a partir dos 12 anos de idade. Ainda vamos ouvir outros envolvidos
antes de concluir a investigação. Somente o juiz poderá determinar qual medida cautelar
será aplicada aos envolvidos, caso seja concluída a culpa deles.
No último dia 14, o delegado Marcelo Maia informou que, de acordo com o depoimento
 dos menores, os suspeitos admitiram o ato, mas disseram que tudo aconteceu com o
 consentimento da garota.
Maia informou que os cinco suspeitos disseram, durante depoimento, que a menina teria
consentido praticar o ato nos adolescentes, mas depois de fazer sexo oral no primeiro estudante,
 ela teria desistido e sido forçada por uma aluna.
— Há uma contradição entre eles. Um fala que a menina forçou a vítima depois de praticar o ato
 no segundo garoto. Outro diz que foi no terceiro. Então vamos ter que ouvir outras pessoas para tirar as controvérsias.
Assista ao vídeo:


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