quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Protesto de vigilantes vai paralisar bancos em todo o país


Os vigilantes que trabalham em empresas  de segurança privada de todo o país vão fazer um protesto nacional nesta sexta-feira (1º), visando sensibilizar as instituições a pagar o adicional de periculosidade de 30%. O adicional foi instituído na lei número 12.740, aprovada pelo Senado e com sanção da presidenta Dilma Roussef.
O protesto é porque os patrões pretendem adiar o pagamento do adicional, e para isso propõem levar a discussão para o Ministério do Trabalho, a fim de que a lei seja antes regulamentada em todo o país. O entendimento dos profissionais é de que uma lei que foi aprovada pelo Senado e obteve sanção presidencial deve ser obedecida imediatamente.
O fato é que as empresas de vigilâncias já se habituaram a não cumprirem as leis e ficam por isso mesmo, com isso acumulam as perdas e os profissionais da área de segurança ficam ao Deus dará até quando esse desrespeito vai continuar, cadê o sindicato!

Vigilantes de agências bancárias paralisam atividades em Maceió

Categoria pleiteia reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
Cerca de 3 mil profissionais vão cruzar os braços nesta quinta-feira.
Do G1 AL
Greve pode atingir todas as agências do estado (Foto: Jonathan Lins/G1)Greve pode atingir todas as agências do estado
(Foto: Jonathan Lins/G1)
Vigilantes que prestam serviço para empresas em agências bancárias de Maceió paralisaram as atividades nesta quinta-feira (31). Insatisfeitos com a falta de negociação, a categoria reivindica melhorias salariais, aumento no valor do ticket alimentação, reajuste no plano de saúde e melhores condições de trabalho. Os vigilantes vão permanecer na frente das agências bancárias para impedir o acesso dos colegas de trabalho.
De acordo com a secretária geral do Sindicato dos Vigilantes, Mônica Lopes, 21 agências não abriram as portas em Maceió por causa da paralisação. Todas do centro da capital e as demais no bairro do Farol e em outras localidades. Nessas agências, apenas os terminais eletrônicos estão funcionando. Clientes que buscaram atendimento tiveram que procurar outra agência da cidade.
Greve dos vigilantes atingiu 21 agências no centro de Maceió (Foto: Henrique Pereira/ G1)Greve dos vigilantes atingiu 21 agências no centro
de Maceió (Foto: Henrique Pereira/ G1)
O diretor de Comunicação do Sindicato dos Vigilantes do Estado de Alagoas (Sindvigilantes/AL), Ednaldo Lins, explicou que em Maceió são cerca de 3 mil profissionais que não vão entrar nas agências para trabalhar hoje. “Estamos com equipes impedindo a entrada dos vigilantes, todos que estão de plantão aderiram ao movimento”, disse.
A decisão de parar as atividades foi tomada em uma assembleia, na semana passada. O sindicalista disse que a data base da categoria é este mês, mas que desde setembro eles tentam negociar um reajuste salarial com os empresários. “Estamos fazendo uma paralisação de advertência, mas, se nada for resolvido, o movimento pode evoluir para uma greve e atingir todas as agências do Estado”, ressaltou Lins.
Hoje, às 15h, haverá uma nova assembleia para decidir os rumos da mobilização. Caso não haja nenhum acordo na reunião, a greve continuará.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

INFORMAÇÃO AOS VIGILANTES SOBRE OS DUODÉCIMOS!!!








 ATENÇÃO A TODOS OS TRABALHADORES VIGILANTES

 Quem quiser receber os subsídios como de costume, 
no final do post têm um comunicado do sindicato, com uma minuta, no verso!

Quem não quiser receber metade dos subsídios de férias e de Natal em duodécimos tem de informar a empresa entre amanhã e sábado.

"O regime previsto na presente lei pode ser afastado por manifestação expressa do trabalhador a exercer no prazo de cinco dias a contar da entrada em vigor da mesma", diz a lei publicada hoje em Diário da República e que entra em vigor amanhã.
Esta lei prevê que a regra é o pagamento de 50% de cada um dos subsídios em duodécimos. Metade do subsídio de férias continua a ser paga antes do período de gozo de férias e metade do subsídio de Natal continua a ser paga até 15 de Dezembro.
No entanto, quem quer manter o regime de pagamento de subsídios que tem habitualmente terá de informar a empresa da recusa dos duodécimos.
Nestes casos, aplicam-se "as cláusulas de instrumento de regulamentação colectiva de trabalho e de contrato de trabalho que disponham em sentido diferente ou, na sua ausência, o previsto no Código do Trabalho".
Recorde-se, porém, que esta lei não se aplica a quem antes da entrada em vigor da mesma beneficiava de um regime de pagamento antecipado dos subsídios. Este é o caso dos bancários, que recebem o subsídio de férias em Janeiro e o subsídio de Natal em Novembro.
O pagamento de metade dos subsídios em duodécimos aplica-se aos trabalhadores do sector privado e foi criado com o objectivo de mitigar o "enorme aumento de impostos" que entrou em vigor em Janeiro deste ano.
No entanto, a demora legislativa deste diploma não permitiu que os salários de Janeiro beneficiassem do duodécimo. O Governo decidiu então dar às empresas a possibilidade de aplicar em Janeiro as tabelas de IRS de 2012.
De acordo com os cálculos das consultoras, para salários brutos superiores a 2.700 euros o recebimento dos subsídios em duodécimos não evita o aumento da carga fiscal.


 ATENÇÃO
INFORMAÇÃO DO SINDICATO SOBRE OS DUODÉCIMOS

 A TODOS OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS

 
 O GOVERNO DO PASSOS COELHO APROVOU UMA LEI PARA ATACAR O DIREITO A RECEBERMOS OS NOSSOS SUBSÍDIO DE FÉRIAS E DE NATAL POR INTEIRO!

QUE NINGUÉM SE DEIXE ENGANAR - TODOS E TODAS A ASSINAR UMA DECLARAÇÃO A DIZER À EMPRESA QUE QUEREMOS CONTINUAR A RECEBER POR INTEIRO OS NOSSOS SUBSÍDIOS NA DATA DEVIDA!    
pdf COMUNICADO

IMPRIMA SEU BOLETO DE IPVA 2013 AQUI


TENHA EM MÃOS O NÚMERO DA PLACA E DO RENAVAM DO VEÍCULO E CLIQUE NA FOTO ABAIXO:

Bando ataca carro-forte em Aquiraz


DESARTICULADO CRIME ORGANIZADO
Em poucas horas, a Polícia identificou toda a quadrilha e apreendeu R$ 350 mil roubados e as armas dos criminosos
Uma quadrilha interestadual de assaltantes de bancos e carros-fortes foi desarticulada, ontem, na Grande Fortaleza, durante uma megaoperação que envolveu as polícias Civil e Militar e a Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O bando foi descoberto depois de roubar um malote da agência do Banco do Brasil de Aquiraz (32Km da Capital) contendo R$ 350 mil. O grupo atacou um carro-forte no momento em que este chegava ao banco. Houve tiroteio no local.

O ataque ao carro-forte da empresa Corpvs aconteceu quando os seguranças desembarcavam com um malote contendo mais de R$ 300 mil que iriam abastecer o cofre da agência do BB de Aquiraz e os caixas eletrônicos FOTO: VIVIANE PINHEIRO

Conforme testemunhas do assalto, os criminosos chegaram ao local no momento em que o blindado da empresa de segurança Corpvs parou na porta do banco e os vigilantes desceram com o malote. Todos os criminosos estavam fortemente armados e usavam balaclavas (capuzes). No momento do ataque, os seguranças reagiram, estabelecendo o confronto com os criminosos que, mesmo assim, fugiram levando o dinheiro do BB. Logo, um cerco policial foi montado com dezenas de viaturas do Ronda do Quarteirão, Policiamento Ostensivo Geral (POG) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). No cerco aos criminosos, sob o comando do tenente-coronel Sidney Paiva, do 15ºBPM, a quadrilha fugiu utilizando três veículos, um Polo prata, um Golf preto e um Corsa verde. Logo em seguida, os carros foram abandonados.

Em poder da quadrilha foi apreendido todo o seu armamento; um fuzil americano AR-15, uma escopeta de calibre 12, três pistolas, além de muita munição de reserva. O arsenal foi encaminhado à Delegacia de Roubos e Furtos FOTO: FERNANDO RIBEIRO

Durante a operação, a Polícia descobriu que o bando havia montado seu esconderijo em uma casa de veraneio na Prainha, ainda em Aquiraz. Ali, as equipes da Coin e do Comando do Policiamento da Capital (CPC) e do Policiamento Metropolitano (CPM) apreenderam armas e efetuaram a prisão de dois dos membros do bando.

Os cearenses Wagner Luís Barbosa Cardoso, 20; e Francisco Fabiano Ferreira da Silva, 38, foram detidos. Com eles, a Polícia encontrou parte do arsenal da quadrilha e o malote com todo o dinheiro roubado. Entre as armas apreendidas, um fuzil americano modelo AR-15, de calibre 5.56; uma escopeta calibre 12, três pistolas de calibres 0.40, 9 milímetros e 380. Uma das pistolas pertence ao Exército Brasileiro e outra à Polícia Civil do Estado do Piauí (PI).

Antônio Carlos dos Santos, o ´Tornado´, possui uma longa ficha criminal no Ceará (foragido) Fotos: Divulgação

Também foi apreendida uma vasta quantidade de munição, além dos veículos roubados utilizados na ação.

Identificados

A Coin, junto com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) trabalhou nas horas seguintes ao ataque em Aquiraz e conseguiu, ainda na noite passada, identificar todos os demais integrantes do grupo criminoso. Todos são considerados de altíssima periculosidade e já foram presos antes por roubos a bancos e blindados.

José Silvino Vieira Sales, também é componente do grupo que atacou o blindado da Corpvs ontem (foragido)


De acordo com o delegado Romério Moreira de Almeida, titular da DRF, a quadrilha é chefiada pelo assaltante Paulo Ivan Vieira Coutinho. Além dele, também fazem parte do bando os bandidos José Silvino Sales, Antônio Carlos dos Santos, o ´Tornado´; Francisco Gilson Lopes Justino, o ´Gilson Meia-Luz´; e Luciano Batista Viana, o ´Luciano Playboy´. A Polícia identificou, ainda, mais um criminoso como membro da quadrilha, conhecido por "Piauí´.

Conforme as investigações da DRF e da Coin, a quadrilha planejou o assalto ao carro-forte há uma semana. Na última quinta-feira (24), o grupo se reuniu na casa de veraneio, na Prainha, para montar a estratégia. Outra reunião ocorreu na noite de domingo para a distribuição das armas e a divisão de tarefas. Segundo Romério, a quadrilha tinha montado um segundo esconderijo, uma casa próximo à Rodoviária, no Centro de Aquiraz. Os dois bandidos presos foram autuados em flagrante pela delegada Sandra Veras, da DRF.

Francisco Gilson Lopes Justino, o ´Gilson Meia-Luz´ é considerado de altíssima periculosidade (foragido)















Luciano Batista Viana, o ´Luciano Playboy´, tido como um dos mais violentos do grupo (foragido)
















Paulo Ivan Vieira Coutinho, o ´Paulo Ivan´, seria o chefe da quadrilha, conforme a Polícia (foragido)

Lei 12.740/2012 confere aos profissionais de segurança privada direito ao adicional de periculosidade de 30% sobre o salário


Como veiculado na imprensa e de conhecimento da categoria, em 10 de dezembro de 2012 foi publicada no Diário Oficial da União a lei 12.740/2012 que garante aos profissionais de segurança privada o direito ao recebimento do adicional de periculosidade de 30%.

Após décadas de reivindicação e de discussões entre sindicatos e congressistas a lei finalmente foi sancionada e publicada alterando o artigo 193 da CLT e inserindo entre as atividades “perigosas” aquelas que impliquem risco em virtude de exposição do trabalhador a “roubos ou outras espécies de violência físicas nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial” (art. 193, inciso II da CLT).
Em 2008, no Estado de São Paulo, houve a conquista do percentual de 3% de adicional de risco e a garantia de reajuste de mais 3% a cada ano, atingindo em 2012, o percentual de 15%.
Portanto, quando a lei foi publicada dezembro de 2012 a categoria já tinha 15% de adicional de risco de vida.
Após a publicação da lei 12.740/2012 entendimentos diversos estão ocorrendo com relação à necessidade de regulamentação.
No entendimento do SEEVISSP a lei é clara e a aplicação deve se dar de forma imediata.
Confira o que dispõe a Lei:

PODER EXEXUTIVO - LEI Nº 12.740 DE 08.12.2012 

D.O.U.: 10.12.2012

Altera o art. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1º de maio de 1943, a fim de redefinir os critérios para caracterização das atividades ou operações perigosas, e revoga a Lei no 7.369, de 20 de setembro de 1985.

A  P R E S I D E N T A  D A  R E P Ú B L I C A

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º O art. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, passa a vigorar com as seguintes alterações:

"Art. 193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a:

I - inflamáveis, explosivos ou energia elétrica;

II - roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial.

.........................................................................................................

§ 3º Serão descontados ou compensados do adicional outros da mesma natureza eventualmente já concedidos ao vigilante por meio de acordo coletivo." (NR)

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º Fica revogada a Lei no 7.369, de 20 de setembro de 1985.

Brasília, 8 de dezembro de 2012; 191º da Independência e 124º da República.

DILMA ROUSSEFF
José Eduardo Cardozo
Carlos Daudt Brizola

Dada as divergências de entendimento, o SEEVISSP entrou com ações na Justiça Trabalhista contra todas as empresas que prestam serviço no município de São Paulo para que a Justiça defina e, se for o caso, obrigue as empresas a pagar a diferença do adicional, uma vez que no Estado de São Paulo, a partir de 1º de janeiro de 2013 a categoria já tem o percentual de 18% a título de adicional de risco de vida, conforme Convenção Coletiva de Trabalho vigente.

A relação de empresas acionadas na Justiça do Trabalho de São Paulo está disponível no site do SEEVISSP (www.seevissp.org.br).

Caso a empresa em que você trabalha no município de São Paulo não conste na relação, entre em contato com o sindicato que irá, imediatamente, tomar as medidas judiciais para fazer valer o seu direito.

Morre mais uma vítima do tiroteio

BAIRRO ELLERY

O adolescente Igor Andrade Lima, 16, que estava internado desde a madrugada de domingo, quando foi atingido por um tiro, supostamente disparado por um PM do Roda do Quarteirão, morreu na madrugada de ontem. O caso, que vitimou também Ingrid Maiara Oliveira Lima, 19, aconteceu durante um evento de Pré-Carnaval, na cruzamento das ruas Almeida Filho e Doutor Atualpa, no bairro Ellery.
Na tarde de ontem, os familiares dos dois jovens mortos e moradores do bairro realizaram uma passeata em protesto contra a violência FOTO: WALESKA SANTIAGO

Ontem, o comandante-geral da PM, coronel Werisleik Ponte Matias, informou que os PMs que atenderam à ocorrência e se envolveram no incidente foram temporariamente afastados do serviço de policiamento, enquanto durar a investigação do fato. Já o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Francisco Bezerra, manteve uma reunião com os gestores das instituições vinculadas para tratar do caso.

Apuração
Da reunião com Bezerra, participaram o comandante da PM; o delegado geral da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas; a perita geral adjunta da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), Adilina Feitosa e Feitosa; e o comandante do Batalhão de Policiamento Comunitário (Ronda), tenente-coronel PM Paulo Sérgio.

Em nota divulgada à Imprensa, após a reunião, a Assessoria de Comunicação da SSPDS informou que, além do afastamento dos policiais, "todas as medidas penais e administrativas cabíveis serão adotadas para a devida apuração dos fatos, com as devidas imputabilidades após a conclusão dos procedimentos". O secretário cobrou dos gestores dos órgãos "empenho pessoal de cada um na agilização criteriosa para a conclusão dos procedimentos investigatórios".

Manifestação
Na tarde de ontem, uma passeata pelas ruas do bairro Ellery foi organizada pela Associação de Moradores contra o fato ocorrido na madrugada de domingo.

A população foi às ruas com cartazes de pedidos de justiça e em homenagens aos mortos.

Segundo uma tia do adolescente morto, Juliana Lima, o hospital informou ainda durante a madrugada que ele não havia resistido a gravidade da lesão. "Não deu para fazer nenhuma doação, por que múltiplos órgãos dele faleceram".

Arma
Indignada pela perda do sobrinho, a quem classificou como "um garoto muito bom para este mundo", Juliana disse que espera que os responsáveis sejam punidos. "Vamos lutar até o fim para que estas pessoas sejam presas. Uma amiga do Igor que estava sentada ao lado dele, disse que viu quando uma policial apontava a arma diretamente para as pessoas. Esta mulher é que teria matado ele".

A avó de Maiara Oliveira, disse que a neta ajudava a ela quando os tiros começaram. "Corri e me escondi atrás de um poste e ela também correu. Quando pude sair e perguntei por ela, soube do que aconteceu", disse Fátima Oliveira. 

Novo estatuto da segurança privada pode valer já para a Copa


O Ministério da Justiça concluiu a discussão de um novo Estatuto da Segurança Privada, para regular a atividade de mais de 2 mil empresas e 700 mil vigilantes em atuação no país - um contingente maior que o das polícias federal, civil e militar de todos os Estados, que juntas somam 500 mil integrantes.

O texto passa agora por uma avaliação jurídica na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e depois seguirá para a Casa Civil. O governo pretende encaminhar um projeto de lei ao Congresso até o fim de março. "Tivemos um intenso debate com todos os setores, chegamos a um consenso quanto a alguns pontos e, em outros, o Ministério da Justiça arbitrou, submetendo o texto agora à Fazenda", diz o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira.

A expectativa é que o estatuto já seja aplicado em grandes eventos, como na Copa do Mundo de 2014, cujas operações de segurança privada nos estádios, por exemplo, estariam sujeitas às novas regras.

A segurança privada envolve áreas como vigilância patrimonial (em prédios públicos e privados ou eventos sociais), transporte de valores, escolta armada e segurança pessoal. No Brasil o setor movimentou mais de R$ 30 bilhões no ano passado. Apesar do tamanho relevante da atividade, a legislação atual (Lei 7.102, de 1983) é considerada ultrapassada.

Uma das novidades do novo estatuto é criminalizar o ato de organizar, prestar ou oferecer atividade de segurança privada clandestina, que estaria sujeita a pena de dois a quatro anos de prisão, além de multa. O uso da vigilância privada em locais não permitidos - como no policiamento ostensivo das ruas, que está a cargo da segurança pública - resultaria em pena de três meses a dois anos de prisão.

O texto também regula a atuação de empresas de sistemas eletrônicos de segurança, que operam em áreas sensíveis como o monitoramento de imagens e sinais de alarme, detendo informações confidenciais dos clientes. "O setor se expandiu muito, mas não conta com nenhuma base de regulamentação", diz Pereira.

O texto elaborado pelo Ministério da Justiça traz requisitos mínimos de equipamentos para as agências bancárias, como a instalação de portas de segurança, câmeras e alarmes - um ponto que gerou divergências entre representantes de trabalhadores e bancos. O capital social mínimo para criar uma empresa de segurança, atualmente de R$ 100 mil, deve subir para em torno de R$ 200 mil.

O projeto também estipula requisitos para que as empresas arquem com eventuais passivos trabalhistas, exigindo medidas como provisão ou seguro. Uma situação recorrente, inclusive nas terceirizações feitas pela administração pública, é de empresas de segurança que deixam os funcionários na mão.

"Lidamos no dia a dia com empresas que quebram e desaparecem", diz o presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes, José Boaventura Santos. "O estatuto fará com que os tomadores sejam mais criteriosos nas contratações e que os clandestinos saiam da informalidade e honrem seus compromissos", afirma José Jacobson Neto, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Vigilância (Abrevis), que reúne 220 associadas.

Um ponto polêmico, porém, ainda está em aberto: a participação de capital estrangeiro nas empresas de segurança. A lei atual proíbe companhias estrangeiras de atuar no país, com a exceção de três gigantes internacionais. A americana Brinks e a espanhola Prosegur operam com base em regras anteriores a 1983. Recentemente, a G4S, maior empresa de segurança do mundo, conseguiu uma autorização para comprar a Vanguarda Segurança, de São Paulo, de olho nas demandas da Copa do Mundo e da Olimpíada - um assunto que vem gerando bastante controvérsia no setor.

Embora o governo ainda não tenha batido o martelo, a tendência é que o novo estatuto flexibilize a entrada de capital, mas sem permitir o controle de fora. A Abrevis defende que os estrangeiros sejam autorizados a entrar com até 49% do capital social.

As empresas de segurança privada que atuam no Brasil estão sujeitas ao controle da Polícia Federal e precisam de alvará específico para funcionar, renovado anualmente. A segurança privada em geral se limita à atuação da calçada para dentro de um imóvel, pois a vigilância das ruas é tarefa exclusiva da polícia - a não ser em casos específicos como na escolta de cargas e no transporte de valores.

Para atuar como vigilante, é necessário passar por um curso autorizado pela PF e fazer uma reciclagem a cada dois anos. No novo estatuto, os requisitos de formação profissional se tornam mais rígidos. A segurança desarmada também estaria sujeita às novas regras, seguindo determinações de portarias recentes da PF. A modalidade é preferida para locais com grande número de pessoas, como nos grandes eventos.

Fonte: Valor Econômico

domingo, 27 de janeiro de 2013


Tabela piso salarial do vigilante 2013, com adicional de 30%

Tabela de Cargos e Salários com adicional de 30%
O piso salarial da categoria é R$ 1.085,01
Cargo
Gratificações de Função
Salário + Gratificações + Adicional de 30%
Vigilante

R$ 1.410,51
Vigilante Feminino

R$ 1.410,51
Vig. / Monitor de Segurança Eletrônica
5%
R$ 1.464,76
Vig. / Condutor de Animais
10%
R$ 1.519,01
Vig. / Condutor de Veículos Motorizados
10%
R$ 1.519,01
Vig. / Segurança Pessoal
10%
R$ 1.519,01
Vig. / Balanceiro
10%
R$ 1.519,01
Vig. / Brigadista
10%
R$ 1.519,01
Vig. / Líder
12%
R$ 1.540,71
Vig. / Operador de
Monitoramento Eletrônico
11,77%
R$ 1.538,21
Supervisor de Monitoramento Eletrônico
74,71%
R$ 1.895,62
Outras Funções Com Salários Reajustados
(sem direito a gratificações)
Cargo
Salário
Auxiliar de Monitoramento Eletrônico
R$ 895,22
Atendente de Sinistro
R$ 1.193,49
Instalador de Sistemas Eletrônicos
R$ 1.039,52
Vigilante em regime de tempo parcial
R$ 801,45
Empregados Administrativos
R$ 813,79
Inspetor de Segurança
R$ 1.570,13
Supervisor de Segurança
R$ 1.895,66
Coordenador Operacional de Segurança
R$ 2.274,80

O reajuste da categoria foi de 5, 9553%, Com base no índice do INPC do IBGE acumulado de 12 meses.

Com o reajuste o Salário da Categoria passa de R$ 1.024,03 para R$ 1.085,01
Já o vale refeição passou de R$ 10,14 para R$ 10,74 por dia.

Cesta Básica R$ 85,59

Validade 1 de janeiro de 2013 á 31/12/2013.
Fonte: http://vigilanciaseguranca.blogspot.com.br/

Tiroteio e confusão deixam um morto e 4 feridos no pré-carnaval no Ceará


Testemunhas relatam que policiais atiraram durante festa no Bairro Ellery.
Um PM está preso, mas polícia não confirma se ele é autor dos disparos.
Do G1 CE
Ingrid Maiara, de 18 anos, morreu com o tiro durante o pré-carnaval (Foto: Arquivo pessoal)Ingrid Maiara, de 18 anos, morreu com o tiro durante
o pré-carnaval (Foto: Arquivo pessoal)
Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas na madrugada deste domingo (27), no Bairro Elllery, em Fortaleza. De acordo com testemunhas que preferem não se identificar, moradores do bairro participavam das festas de pré-carnaval do Bairro Ellery, quando policiais do Comando de Policiamento Ronda do Quarteirão chegaram ao local e pediram para baixar o volume de "paredões de som". Um policial suspeito de ter disparado os tiros está preso, de acordo com o comando da PM.
Os proprietários dos veículos com aparelhos de som se recusaram a reduzir o volume, de acordo com testemunhas. O uso de som automotivo é proibido nas festas de pré-carnaval de Fortaleza. Houve confusão e algumas pessoas que estavam no local jogaram pedras contra os policiais e o veículo da PM.
Ainda de acordo com testemunhas, os policiais militares dispararam vários tiros, mas não há confirmação se os tiros que feriram e mataram as pessoas foram feitos pelos policiais. O comandante do policiamento do Ronda do Quarteirão, Paulo Sérgio, afirmou que não iria se pronunciar sobre o assunto. O tenente-coronel da Polícia Militar no Ceará Fernando Albano, relações públicas da corporação, não atende aos telefones para falar sobre o assunto.
Familiares da vítima afirmam que as pessoas baleadas foram levadas pelos policiais ao hospital. "Os tiros foram por volta da meia-noite, e fiquei sabendo da morte da minha cunhada ainda na madrugada. As pessoas que foram baleadas não tinham nada a ver com a confusão dos paredões de som. Ela [a vítima] estava ajudando a mãe a desmontar uma barraca", conta uma testemunha, que prefere não se identificar.
A vítimas foi identificada como Ingrid Maiara Oliveira Lima, de 18 anos. Um dos tiros atingiu a nuca e outra, as costas da garota. Um adolescente identificado apenas como Ígor Andrade, de 16 anos, ficou ferido com um tiro na cabeça. Ele foi levado ao hospital Instituto Doutor José Frota.
A mãe de Ígor, Rileine Silva de Andrade, relata como ficou sabendo da tragédia: "Quando ouvi o barulho e disse 'é tiro'. Vamos buscar o Ígor. Quando chegando à esquina minha mãe vem aí diz 'o Ígor levou um tiro'. Mas eu pensei que era no braço, mas não foi no braço, foi na cabeça. Aí eu entrei em desespero", conta a mãe.
Roupa que Ígor usava quando foi baleado foi perfurada e ficou manchada de sangue (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)Roupa que Ígor usava quando foi baleado foi perfurada e ficou manchada de sangue (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

Van é assaltada e cobrador fica ferido em Fortaleza


Segundo sindicato, todos os assaltos a vans do ano ocorreram na linha.
Assalto ocorreu no percurso Caça e Pesca-Centro.
Do G1 CE
Um cobrador de van foi ferido a faca após assalto dentro do veículo por volta das 6h30 deste sábado, no Bairro Serviluz, em Fortaleza, durante o percurso até o Centro. Um assaltante entrou no coletivo, levou o dinheiro do pagamento de passagens e mesmo sem reação do cobrador, desferiu um golpe de faca na coxa do rapaz, de 20 anos, de acordo com Samuel Freire de Brito, diretor de assuntos sindicais do Sindicato dos Permissionários do Transporte Alternativo de Fortaleza (Sindivans).
Este foi o 17º assalto do ano a vans de transporte alternativo em Fortaleza contabilizado até esta manhã e todos na linha Caça e Pesca-Centro, de acordo com Samuel Freire. Em 2006, um cobrador foi morto em assalto a um coletivo da linha e, há cerca de quatro anos, um passageiro foi vítima dos assaltantes, conforme informações do sindicato. Segundo o diretor, um boletim de ocorrência foi registrado no 2º Distrito Policial, no Meireles.
Os passageiros tiveram de ser transferidos para outro veículo e o motorista da van levou o ferido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), da Praia do Futuro, onde ele recebeu os primeiros socorros e, depois, foi transferido ao Hospital Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro. O assaltante fugiu. O G1 contactou o Ronda do Quarteirão da área, mas as ligações não foram atendidas.

Inicialmente, seguranças tentaram barrar saída de boate, diz estudante


Mas, depois que perceberam fumaça, passaram a ajudar no resgate.
Relato é de Murilo Tiecher, que escapou de incêndio em Santa Maria, RS.
Marta CavalliniDo G1, em São Paulo
O estudante de medicina Murilo de Toledo Tiecher, de 26 anos, foi um dos primeiros a sair da boate Kiss, em Santa Maria (RS), quando o incêndio começou a atingir o estabelecimento, na madrugada deste domingo (27). Ele conta que, inicialmente, seguranças tentaram impedir a saída dos clientes, mas logo perceberam a fumaça e liberaram a saída.
Tiecher diz também que a saída foi dificultada por uma grade colocada perto da porta para organizar a fila de entrada.
O incêndio deixou mais de 230 mortos, segundo a Brigada Militar. O resgate dos corpos no local da tragédia foi concluído no final da manhã. Pelo menos outras 131 pessoas ficaram feridas e foram levadas para atendimento em hospitais da região. O número total de vítimas fatais e de feridos ainda é desconhecido.
“Tinha só uma saída e começou a afunilar por causa da grade que eles põem para organizar a fila de entrada. Teve empurra-empurra, todo mundo se espremendo, eu tive que pular a grade para poder me desvencilhar”, conta.
Segundo o estudante, logo que conseguiu passar da grade, ele se deparou com seguranças na porta da boate que estavam de braços abertos tentando impedir a saída das pessoas. “Parecia que eles não sabiam da gravidade da situação, que havia um incêndio lá dentro, parecia que eles achavam que as pessoas estavam saindo por causa de briga e eles não queriam que as pessoas saíssem sem pagar”, diz.
Tiecher diz que após cerca de 2 minutos, quando a fumaça já estava saindo pela porta da boate, os seguranças passaram a ajudar as pessoas a saírem do local.

“Fizeram errado de impedir a saída das pessoas. Poderiam não ter segurado a porta e ajudado logo. Em questão de minutos você pode salvar muita gente. Eles poderiam ter agido mais rápido, agiram mal num primeiro momento, mas depois eles ajudaram. Foi uma questão de 2 minutos”, conta.
O estudante relatou no Facebook sua indignação em relação ao fato de os seguranças barrarem em um primeiro momento a saída das pessoas. Ele conta que fez isso logo depois de chegar em casa. Sua declaração causou grande repercussão.

O subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Altair de Freitas Cunha, diz que está investigando a denúncia de que os seguranças teriam impedido a saída por causa de pagamento da conta. “Recebemos alguns relatos de que os seguranças teriam segurado as pessoas para pagar a conta. Mas são apenas relatos, nada confirmado. Também estamos apurando a situação da prevenção de incêndio na casa”, diz.

Tiecher, que é de Santa Maria, faz medicina na Universidade de Caixas do Sul e foi para a festa com amigos porque está de férias na cidade.
A gente puxava as pessoas pelo cabelo, pela roupa, muita gente saía só de calcinha e cueca, muitas sem camiseta"
Murilo de Toledo Tiecher
Depois que a porta foi liberada e a fumaça já havia tomado conta da boate, segundo o estudante, as pessoas derrubaram a grade e a porta. Foi quando muita gente caiu no chão e muitas foram pisoteadas, uns tropeçando em cima dos outros.

“Eu liguei para os bombeiros, algumas pessoas tentaram voltar para pegar mais gente lá dentro, mas tinha fumaça e não dava para enxergar mais ninguém, era uma cortina de fumaça. A gente puxava as pessoas pelo cabelo, pela roupa, muita gente saía só de calcinha e cueca, muitas sem camiseta, talvez para se proteger da fumaça, e os bombeiros chegaram rápido e começaram a organizar e usar a mangueira”, diz.
Segundo Tiecher, muitas pessoas foram para a porta dos banheiros achando que era a saída da boate porque estavam desorientadas por causa da fumaça e acabaram ficando presas ali.
O estudante de medicina diz que a solidariedade foi grande para salvar as pessoas. "Todo mundo que conseguia sair de dentro da boate tentava salvar quem estava lá dentro. Vi muita gente tendo parada cadíaca e os socorristas tentando reanimar. Tinha bastante gente machucada, queimada. Nunca mais vou me esquecer dessas cenas", diz.