quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Greve dos vigilantes de banco atinge 40 cidades da região de Ribeirão, SP

Franca é a mais prejudicada com 90% das agências paradas, diz sindicato.
Categoria exige pagamento de 30% de adicional por periculosidade.Do G1 Ribeirão e Franca
Greve dos vigilantes prejudica atendimento nas agências de RIbeirão e Franca (Foto: Reprodução/EPTV)Greve dos vigilantes prejudica atendimento nas agências de RIbeirão e Franca (Foto: Reprodução/EPTV)O quarto dia de paralisação dos vigilantes de banco conta com a adesão de profissionais de 40 cidades da região de Ribeirão Preto (SP) segundo o presidente regional do sindicato da categoria. Antônio Guerreiro Filho afirmou que em média 70% a 80% das agências desses municípios estão fechadas por causa da greve. 

Franca é a cidade mais atingida, com 90% dos bancos parados e funcionando apenas com os caixas eletrônicos disponíveis ao público. O fechamento das agências é necessário para evitar a lacração pela Polícia Federal, já que uma lei obriga as unidades a manterem uma cota mínima de seguranças no local para sua abertura. “Nós estamos andando de banco em banco. No Centro, na Avenida Presidente Vargas e na Avenida Brasil estão todos parados”, diz guerreiro.

O advogado do Sindicato dos Vigilantes da região, Eduardo Augusto de Oliveira, afirmou que em Ribeirão Preto o número de agencias fechadas chega a 50%. Ele afirmou que a paralisação deverá ser mantida em todos os municípios na segunda-feira (18).“A adesão continua sendo cada dia maior. Nós tivemos uma assembleia e eles deliberaram por continuar mobilizados”, relatou Oliveira.
O sindicato da região de Ribeirão Preto possui 3 mil vigilantes cadastrados, que atuam em 44 cidades. A paralisação tem como objetivo reivindicar o pagamento do adicional de 30% de periculosidade nos salários. O benefício na remuneração foi sancionado em dezembro pela presidente Dilma Rousseff, mas as empresas que contratam os profissionais alegam aguardar por uma regulamentação da legislação para começar a efetuar o pagamento.
“A presidente da República assina uma lei e aí a gente precisa de uma regulamentação? Passam 10, 20 anos, o trabalhador se aposenta e ainda não conseguiu o seu direito”, conclui Oliveira.

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