segunda-feira, 4 de março de 2013

Vigilantes cobram 30% de periculosidade em seus salários

O transporte de valores é um dos que fica comprometido com a paralisação dos vigilantes – foto: arquivo EM TEMPO/Ione Moreno
O transporte de valores é um dos que fica comprometido com a paralisação dos vigilantes – foto: arquivo EM TEMPO/Ione Moreno
Pelo menos 700 vigilantes paralisaram suas atividades na manhã desta sexta-feira (1º) em protesto de advertência pelo não comprimento da lei 12.740/2012, que garante 30% de periculosidade sobre os salários dos trabalhadores da categoria em todo o Brasil.

A manifestação começou a zero hora de hoje e segue até a meia-noite. O primeiro local de concentração dos vigilantes foi em frente à Caixa Econômica Federal da rua Barroso, no Centro. Em seguida, eles sedirigiram à rua Almirante Tamandaré, também no Centro, ao lado de um agência do Banco do Brasil.

A expectativa é que dentro de mais algumas horas pelo menos mil vigilantes se juntem ao movimento, segundo o delegado de federação do Sindicato dos Vigilantes do Amazonas (Sindevam), Ângelo André Oliveira.

“Essa Lei, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B), foi aprovada, sancionada e publicada dia 10 de dezembro, porém, até o momento os patrões não aplicaram o percentual aos salários dos trabalhadores alegando que é preciso uma norma que regulamente a lei”, informa André Oliveira.

Ele ressalta, entretanto, que, no parágrafo segundo, está explicito que a lei entra em vigor no dia de sua publicação em diário oficial, o que já aconteceu.

A paralisação dos vigilantes deve comprometer o funcionamento das agências bancárias e também o abastecimento de caixas eletrônicos na capital, devido á falta de segurança para o transporte de valores.

Conforme o Sindevam, 17 mil vigilantes atuam em todo o Amazonas, sendo cerca de 13 mil apenas em Manaus.

Ainda na tarde desta sexta-feira, os vigilantes devem realizar uma assembleia para discutir o indicativo de greve da categoria, caso os patrões não cumpram a lei. A previsão é de que uma greve por tempo indeterminado aconteça a partir de terça-feira da próxima semana.

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