segunda-feira, 15 de julho de 2013

Indignação marca enterro do padre

LATROCÍNIO
Dezenas de fiéis e alunos do Piamarta foram ao Parque da Paz dá o último adeus ao religioso assassinado
O sepultamento do padre Elvis Marcelino de Lima, 47, foi marcado por muita comoção e dor, no fim da manhã de ontem, no cemitério Parque da Paz, no bairro Passaré. O sacerdote foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), na noite do último sábado, na esquina das ruas José Avelino e Senador Almino, na Praia de Iracema.

O sepultamento do padre Elvis Marcelino aconteceu, no fim da manhã de ontem, no Parque da Paz. Alunos e ex-alunos do Colégio Piamarta fizeram uma homenagem ao sacerdote. A Polícia continua em busca dos assassinos FOTO: ALEX COSTA

Embora a missa de corpo presente tenha sido celebrada na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, no Montese, houve um momento de oração no Parque da Paz, tendo em vista que milhares de católicos, há pelo menos duas horas antes do enterro, esperavam a chegada do corpo.

Apesar de muito abaladas pela tragédia, as pessoas não falavam em vingança. Queriam apenas que a Justiça agisse, para que os autores do latrocínio paguem pelo crime cometido.

Seis padres acompanharam o cortejo entre a capela do cemitério e o jazigo da família. Um dos momentos mais comoventes foi a chegada do pai do padre Elvis de Lima, o policial rodoviário aposentado Francisco Marques de Lima, 88.

A mãe do sacerdote está hospitalizada, após ter sido submetida a uma cirurgia cardíaca. "Ela já sabe o que aconteceu, mas estamos dando todo apoio necessário", disse Eudes de Lima, irmão da vitima.

O inspetor de Polícia Civil, Mário Sérgio Gomes do Vale, atualmente lotado na Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), foi amigo de infância e colega de colégio de Elvis Marcelino de Lima. "Ele nasceu pra ser padre. Estava sempre preocupado com as pessoas mais carentes. Certamente não merecia ter morrido de uma forma trágica", lamentou.

Investigação

O cantor e compositor José Orlando, que foi contemporâneo de Elvis Marcelino no Colégio Piamarta, esteve também presente ao sepultamento. Professores, alunos e ex-alunos do estabelecimento compareceram ao cemitério. Os semblantes deles denunciavam a indignação.

A Polícia Civil e a Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) prosseguem nas investigações no sentido capturar os criminosos.

FERNANDO BARBOSA
REPÓRTER
 

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