quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Anúncios publicitários devem cuidar da imagem das crianças, diz Conar

Campanha cearense causou polêmica ao mostrar menina em pose sensual.
Grupo de defesa infantil aponta risco de erotização precoce.
Do G1, em São Paulo
Campanha gerou polêmica por usar imagem de crianças em poses consideradas sensuais (Foto: Reprodução)Campanha gerou polêmica por usar imagem de
crianças em poses consideradas sensuais
(Foto: Reprodução)
Nos primeiros seis meses de 2013, 18 denúncias relacionadas à publicidade para crianças e adolescentes foram recebidas pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). O número equivale a 10% do total de reclamações sobre questões diversas, que somam 191.
Segundo o Conar, a campanha de Dia das Crianças de uma marca de bolsas e calçados do Ceará, que exibiu uma menina usando produtos em poses sensuais, foi a primeira queixa neste ano sobre o uso de crianças em situações erotizadas. O órgão recebeu notificações sobre a campanha e abriu um processo contra o anunciante.
Das 18 denúncias recebidas pelo Conar relacionadas à publicidade para crianças, apenas duas resultaram em advertência para as empresas. Em cinco casos, houve suspensão da veiculação do anúncio. O órgão ainda emitiu quatro ordens para alteração do material. Outros sete casos foram arquivados.
De acordo com o Conar, reclamações como as do anúncio da empresa cearense são raras, porque a própria classe publicitária se organizou para tratar com mais cuidado a imagem dos menores de idade, não os deixando tão expostos.
Para Isabella Henriques, diretora de Defesa e Futuro do Instituto Alana, organização que luta pela regulamentação da publicidade infantil, o caso é grave. “Uma exposição tão grosseira  de crianças é difícil de se encontrar, mas mostrá-las com apelo adultizado em propagandas não é incomum”, relata.
Entre os problemas desse tipo de publicidade, Isabella menciona a erotização precoce e o risco do incentivo à pedofilia.
A especialista do Insituto Alana afirma que, apesar do público infantil não ser o alvo do anúncio, crianças podem ter acesso a ele. "A criança é muito literal, acredita naquilo que vê. Por isso precisa ser protegida", explica Isabella.
O Conar aponta as denúncias como uma forma de ajudar na fiscalização do conteúdo dos anúncios publicitários. Qualquer consumidor, desde que identificado, pode fazer uma reclamação e uma das formas é pelo site do Conar.

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