sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

IMAGENS NAS REDES SOCIAIS

Atirador se apresenta à Polícia, mas fica preso
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Na manhã de ontem, os delegados concederam uma entrevista coletiva e informaram detalhes das investigações que apuram o caso do vídeo com o atirador. A pedido da DHPP, a Justiça decretou a custódia do rapaz
BEATRIZ BLEY
O empresário Ronald David Taveira de Lima, 32, teve a prisão preventiva decretada pela juíza da 13ª Vara Criminal, Cristiane Pinto de Farias, que acatou parecer do promotor de Justiça Régio Vasconcelos. Ele foi pego de surpresa, na manhã de ontem, quando compareceu à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), para prestar depoimento sobre o caso.
Ronaldo apareceu em imagens veiculadas nas redes sociais e depois reproduzidas na Imprensa local em que, usando uma suposta arma verdadeira, faz um disparo de dentro do carro em direção à rua.
Pelas imagens ão é possível descobrir quando o fato aconteceu nem o local. Além disso, ninguém ficou ferido ou mesmo visto no vídeo, além do próprio atirador. A defesa dele, representada pelo criminalista Paulo Pimentel, alega que o revólver que aparece na imagem é de brinquedo, isto é, um simulacro.
Contudo, no entender do representante do Ministério Público, o empresário cometeu crimes de porte ilegal de arma, apologia ao crime, tentativa de homicídio com dolo eventual e possível embriaguez ao volante. Somadas as penas, Ronald pode pegar até 14 anos de prisão.
Risco
De acordo com a avaliação dos delegados da DHPP, ao efetuar o disparo em via pública, ele assumiu o risco de matar alguém. "O fato de dizer que a rua estava vazia não justifica. Havia o risco de alguém morrer e ele assumiu isso ao efetuar o disparo", enfatizou o delegado geral da Polícia Civil, Andrade Júnior.
Antes de prestar depoimento, o empresário disse ao delegado geral que a arma realmente é um simulacro, mas tinha jogado fora. "Isso joga por terra a versão dele de que se trata de uma arma de brinquedo. Temos certeza de que é uma arma real", afirmou a autoridade policial.
Andrade Júnior ressaltou que, desde que o vídeo foi visto nas redes sociais, manteve contato com o delegado Luiz Carlos Dantas, diretor geral da DHPP, solicitando que fosse instaurado o inquérito policial. "A Divisão não lida só com homicídios, mas também é de proteção à pessoa", frisou.
O empresário foi consultado se queria apresentar a versão dele à Reportagem. A resposta foi negativa. Ele disse que não sabe como o vídeo foi parar na internet, pois tudo estava gravado somente no celular.
Andrade Júnior compareceu à DHPP, onde concedeu entrevista, ao lado dos delegados Leonardo Barreto, presidente do inquérito policial; Ricardo Romagnoli, diretor adjunto da DHPP; e Márcio Gutierrez.
O empresário não tem antecedentes criminais, mas, devido aos crimes atribuídos a ele, será realizada uma ampla investigação, tendo em vista que é preciso saber, por exemplo, onde a arma foi adquirida e o motivo.
Ronald David é proprietário de uma madeireira e aluno do curso de Administração de Empresas, em uma universidade particular. Ele está recolhido na carceragem da DHPP.

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