terça-feira, 18 de março de 2014

Ações criminosas eram organizadas em presídios

OPERAÇÃO FAMAE
policiais civis
Em poder dos acusados, os policiais civis apreenderam dois revólveres calibre 38, uma escopeta e uma metralhadora, calibre 9 milímetros
JOSÉ LEOMAR
Várias ações criminosas foram comandadas de dentro de unidades prisionais ou por presos que cumpriam pena em regime semiaberto como Roberto Araújo Cavalcante, mais conhecido pelo apelido de "Escorpião". Ele é acusado de ser integrante do grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC)
Esse foi o resultado de oito meses de investigações realizadas durante a Operação Famae 40. Na manhã de ontem, o resultado dos trabalhos foram apresentados, durante entrevista coletiva. Ao todo, 50 pessoas foram presas e 98 quilos de drogas e R$ 34 mil em espécie foram apreendidos.
Além da Capital, as prisões foram efetuadas em Beberibe, Cascavel, Caucaia e Maracanaú. A operação teve a participação de policiais civis lotados nas delegacias de Roubos e Furtos (DRF), de Narcóticos (Denarc), de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Divisão Antissequestro (DAS), Metropolitana de Maracanaú e municipais de Beberibe e Jaguaruana.
Monitorado
Roberto Araújo, o "Escorpião", acusado de tráfico de drogas, conquistou no dia 18 de dezembro do ano passado, o direito de cumprir a pena em regime semiaberto. Ele estava em prisão domiciliar, monitorado por uma tornozeleira eletrônica. "Mesmo assim, ele continuava comandando ações criminosas", informou o delegado Pedro Viana Júnior, titular da Denarc.
Evitados
O delegado Andrade Júnior ressaltou que as prisões feitas durante a operação Famae 40, na prática, evitaram muitos crimes do tipo "saidinha" e "chegadinha" bancárias e homicídios, principalmente os relacionados ao tráfico de drogas.
Em poder dos acusados, os policiais civis apreenderam dois revólveres calibre 38, um espingarda calibre 12 (escopeta) e uma metralhadora, calibre 9 milímetros, arma de uso exclusivo das Forças Armadas.
Os delegados que participam na operação salientam que os trabalhos ainda não foram encerrados, tendo em vista que 16 mandados ainda precisam ser cumpridos. "Essas pessoas que não foram encontradas são consideradas foragidas", frisou Andrade Júnior. As novas diligências da Polícia Civil para capturar os demais acusados ainda não têm data para ocorrer.

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