quarta-feira, 12 de março de 2014

FUNDOS DE PENSÃO

PF prende 7 por fraude financeira
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Policiais federais cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em São Paulo e apreenderam computadores e documentos
FOTO: DIVULGAÇÃO
A Polícia Federal prendeu, ontem, sete pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes de fundos de pensão de servidores municipais e estaduais. Durante a Operação Fundo Falso, policiais cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em São Paulo e São José do Rio Preto e apreenderam R$ 1 milhão em cheques na sede da Plena Consultoria, apontada como carro-chefe das fraudes.
De acordo com o jornal o Estado de São Paulo, são citados fundos de previdência de servidores de Fortaleza e do Recife. A reportagem tentou, sem sucesso, contato por telefone com a assessoria da PF no Ceará.
Na sede da Plena, em São Paulo, a PF recolheu computadores e documentos. Foi identificada a ação da consultoria nos fundos de servidores de 107 municípios de nove Estados: Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Pernambuco, Pará, Rondônia, Goiás, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Em São Paulo, a PF investiga fundos de vários municípios, entre eles Osasco, Paulínia, Barueri e Francisco Morato.
A PF informou que o grupo agia "em conluio" com gestores de fundos dos servidores em troca de comissão sobre lucros obtidos. A Plena, segundo a PF, indicava "as melhores opções de investimento". No entanto, essas aplicações eram lastreadas em títulos podres e recebíveis de empresas quase falidas. "Nenhum investidor com conhecimento razoável do mercado aplicaria nesses papéis oferecidos pelo grupo", avaliou o delegado Rodrigo Sanfurgo, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (Delefin), braço da PF que rastreia lavagem de dinheiro, evasão de divisas e fraudes contra o Tesouro. "Não são aplicações de alto risco, mas absolutamente temerárias", disse Sanfurgo.
De acordo com as investigações, os investidores cooptavam gestores dos fundos de previdências municipais mediante pagamento de comissão para que aqueles fundos investissem nas aplicações sugeridas pela organização criminosa.
A Plena Consultoria cobraria R$ 600 de cada fundo de previdência para ter a incumbência de investir no mercado o dinheiro dos servidores - que, por sua vez, são vítimas do golpe. A PF não aponta o envolvimento de políticos ou administradores públicos no esquema.

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