terça-feira, 11 de março de 2014

Internautas denunciam publicações criminosas

NAS REDES SOCIAIS
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As imagens de armas, drogas e produtos roubados fazem parte do dia a dia do submundo do crime nas redes sociais
FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK
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O professor e especialista em segurança da Internet, Pablo Ximenes, explicou como ocorre a identificação dos suspeitos de crimes na Web
FOTO: FABIANE DE PAULA
A venda de armas e a divulgação de celulares roubados em uma festa foram denunciadas pelos leitores

Internautas que acompanharam a matéria publicada na edição de segunda-feira no Diário do Nordeste a respeito das facções que incitam o crime nas redes sociais, denunciaram mais casos de jovens que divulgam imagens portando armas e até com objetos roubados.
Na primeira publicação informada pelos leitores, um jovem, que se diz frequentador da Pracinha do Abel, território conhecido por conflitos entre gangues no Pirambu, negocia uma arma pertencente à Polícia Civil pelos comentários do Facebook. "Meu tio tá vendendo uma quadrada (pistola) por R$ 2 mil, a vista. Só é paia (SIC) porquê ela é da Civil, está bem novinha com cinco pentes de bala", finaliza o criminoso.
Na pracinha do Abel, localizada na Rua Santa Elisa, facções rivais trocam tiros. Em outubro de 2013, uma equipe da Força Tática de Apoio (FTA) foi recebida a bala no local, mas depois prendeu os suspeitos.
Em outro caso, um jovem publicou uma foto acompanhado de um comparsa em que os dois exibiam armas. Já no facebook da namorada do mesmo jovem, uma adolescente, as fotos eram de aparelhos celulares supostamente furtados durante uma festa do Carnaval de Fortaleza, que ocorreu na última sexta-feira (25), no Aterrinho da Praia de Iracema. Cerca de 11 aparelhos, entre smartphones e iPhones eram exibidos junto com uma câmera fotográfica com a legenda: "Depois de toda a ação, olha só o que conquistamos". A imagem é um arquivo de dispositivo móvel e foi publicada.
A reportagem do Diário do Nordeste Online conversou com o professor e pesquisador de segurança da informação, Pablo Ximenes, que presta consultoria às forças policiais em resposta a incidentes de segurança. "Quando você vê uma postagem alarmante, ela pode ser denunciada no Facebook. Existe um mecanismo (da rede social) que vai utilizar a quantidade de denúncias para que a publicação ou perfil sejam apagados", explica o professor.
Segundo Ximenes, existem duas maneiras de identificar um suspeito por meio das suas publicações nas redes sociais. A primeira é pelo próprio Facebook. "É possível identificar o endereço de acesso desses indivíduos a partir de registros fornecidos pelo Facebook, como o login, indicando o endereço. E existe o segundo cenário, que ocorre quando o Facebook não coopera com a investigação policial e os profissionais da segurança de informação têm que realizar técnicas mais sofisticadas para induzir o suspeito a fornecer seu endereço", detalha o especialista.
Para o professor, as publicações realizadas por meio de dispositivos móveis (smartphones e tablets) são mais eficientes para a identificação. "Existe a condição de identificar o acesso a partir do dispositivo móvel, como onde o chip foi comprado, qual o número de série do aparelho celular, podendo se chegar até ao número do CPF do comprador", ressaltou Ximenes.
Já nos casos de publicações realizadas pelo computador, apenas o endereço de acesso é obtido. "Identificar o endereço não equivale a revelar a identidade civil, se o endereço pertencer a uma lan house, por exemplo". Neste último caso, é necessária outra investigação para localizar quem realizou o acesso.
Jéssika Sisnando
Redação web

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