quinta-feira, 3 de abril de 2014

Professores fazem greve em Beberibe

LITORAL LESTE
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Passeata pelas ruas centrais da cidade marcou um dia de protesto dos professores municipais
Fortaleza. Cerca de 500 professores da rede ensino fundamental, em Beberibe, estão em greve desde a última semana. Eles reivindicam um reajuste salarial de 8,32%, enquanto que a Prefeitura Municipal concedeu 6%. As aulas estão funcionando parcialmente nas 70 unidades escolares do município.
Ainda na última segunda-feira, professores realizaram um ato público nas ruas centrais da cidade. Com faixas e cartazes, eles protestaram contra a política salarial da atual gestão, a qual estaria afetando, especialmente, os profissionais concursados.
O Sindicato dos Professores de Beberibe, informou que as negociações vêm ocorrendo desde janeiro, quando foram sinalizadas a possibilidade de uma paralisação, caso a reivindicação não fosse atendida. A entidade, que é presidida por Franciedson Oliveira da Costa, acusava um tratamento diferenciado entre os profissionais concursados, que tiveram direito ao reajuste de 8,32% e os temporários, que foram contemplados com o pleito salarial.
Com isso, a paralisação se tornou parcial, uma vez que não contou com a adesão dos temporários. Mesmo assim, o Sindicato vem liderando um movimento de conscientização junto à população do município, no sentido de chamar a atenção para as condições do trabalho no ensino fundamental público na cidade.
O movimento paredista reúne as pessoas que passaram em concurso público realizado pela administração municipal em 2007. De lá para cá, o quadro docente foi lotado nas cerca de 70 unidades de ensino, localizadas tanto na zona rural quanto urbana.
Uma queixa dos grevistas é com relação, sobretudo, ao tratamento diferenciado dado àqueles que têm a estabilidade promovida pelo concurso público. Segundo um professor, que não quis se identificar, o salário base é de R$ 1.700, sem direito a gratificações complementares.
A prefeita de Beberibe, Michele Cariello de Sá Queiroz Rocha, disse que o não atendimento do pleito do sindicato se dá pela impossibilidade material de equilibrar as receitas com as despesas, sendo que essas seriam impactadas com um acréscimo R$ 102 mil.
Ilegalidade
"O reajuste pretendido oneraria a folha de pagamento, de tal modo que não poderíamos pagá-la prejudicando todo o funcionalismo", disse Michele. Ela explicou que o reajuste pretendido pelo Sindicato iria abranger professores que ganham diferenças por especializações, incluindo mestrados ou doutorados.
Michele informou que a gestão já requereu a ilegalidade do movimento, em vista de prejudicar os alunos e, ao mesmo tempo, anunciou que irá descontar os dias parados.
Mais informações:
Prefeitura de Beberibe
Rua José Bessa, 299,
Centro Administrativo
Telefone: (85) 3338-2033
www.beberibe.Ce.Gov.Br

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