quarta-feira, 28 de maio de 2014

Quadrilhas atacam 26 municípios cearenses

ROUBOS A BANCOS

Já foram contabilizadas 27 ações criminosas somente neste ano; seis cidades estão sem atendimento bancário

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Quadrilhas especializadas em assaltar bancos já atacaram 26 municípios cearenses, somente neste ano de 2014. Ao todo, já foram registrados 27 ataques - incluindo assaltos e tentativas de roubos a agências bancárias; explosões e arrombamentos de caixas eletrônicos. Destas cidades, em seis o atendimento bancário está suspenso, já que os prédios foram destruídos por explosões.
A última ação registrada no Ceará ocorreu na cidade de Pacoti, a 95 km de Fortaleza. Um bando formado por cerca de oito homens explodiu um posto avançado do Bradesco, instalado na Praça Coronel José Cícero Sampaio, no Centro daquela cidade, na madrugada de ontem. De acordo com a Polícia, os criminosos conseguiram levar o dinheiro, que estava nos caixas eletrônicos, abastecidos horas antes.
Conforme informações do capitão Celso, destacado na Cidade, a quadrilha estava em dois veículos, uma Saveiro, de cor vermelha, e um Siena. Durante a ação, uma parte do grupo se dirigiu para o destacamento da Polícia Militar, que fica há cerca de 100 metros do banco, e metralhou a fachada do prédio.
Ousada
"Foi uma ação ousada. Acreditamos que eles já tinham informações privilegiadas sobre o abastecimento dos caixas. Atiraram contra a Polícia, na tentativa de nos intimidar e de fazer com que ninguém saísse do Destacamento. Pelas cápsulas que encontramos pelo chão, e pelo estrago feito, acreditamos que as armas usadas eram de grosso calibre", declarou o militar.
Grande parte da estrutura física do prédio da agência bancária foi afetada. O delegado Regional de Baturité, Ricardo Pinheiro, disse que a equipe da Perícia Forense (Pefoce) de Canindé foi acionada para verificar se havia outros explosivos no local, que não foram detonados. "O banco fica em uma área residencial. Tememos que algum explosivo não tivesse sido detonado e isto comprometesse a segurança das casas e dos moradores das proximidades. Fizemos um isolamento no local e monitoramos para que ninguém se aproximasse", explicou o delegado.
Ricardo Pinheiro disse, ainda, que a quantia em dinheiro levada pelos criminosos não foi informada pelo Bradesco, e que nenhum representante da instituição financeira esteve na delegacia, para registrar o ocorrido. O capitão Celso declarou que policiais militares de Canindé, Mulungu, Guaramiranga e duas viaturas do Comando Tático Motorizado (Cotam) do BPChoque, estão diligenciando à procura dos suspeitos, desde a madrugada de ontem.
"Os veículos usados têm as mesmas características dos que foram usados no ataque ao banco de Palmácia, no último dia 22. O modo como eles agiram também foi bem parecido. Pode ser que tenha sido a mesma quadrilha, mas ainda não podemos afirmar nada", disse o capitão.
O delegado de Baturité contou que populares prestaram informações anônimas, por telefone, sobre o paradeiro dos suspeitos e que estas estão sendo checadas. "É muito importante esta contribuição da população. Com certeza, alguém presenciou o fato. Vamos procurar as testemunhas, ouvi-las para tentarmos elucidar o fato", encerrou Pinheiro.
Ataques
Um dos alvos recorrentes dos criminosos é o Bradesco da cidade de Apuiarés. Desde que foi instalado, o equipamento já foi atacado em quatro ações criminosas.
De acordo com o Sindicato dos Bancários do Ceará, seis agências do Estado estão paradas, após sofrerem ataques, porque os prédios em que funcionavam foram destruídos.
Os Municípios que tiveram a atividade dos bancos suspensas são Boa Viagem, Morada Nova, Aracati, Tejuçuoca, Palmácia e Baturité, conforme o diretor do sindicato, Bosco Mota.
Ele afirmou, também, que todas estas agências estão sendo reformadas, mas ainda não há previsão de que os expedientes sejam restabelecidos com normalidade, em nenhuma delas.
"Quem sofre com tudo isso é a população, tanto porque precisa se deslocar para fazer alguma transação bancária, quanto pelo medo de morar perto de uma agência. O fato de residir perto de um banco virou um perigo constante", considerou o diretor do Sindicato dos Bancários.
Márcia Feitosa
Repórter

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