sábado, 10 de maio de 2014

Vigilantes em greve fazem protesto no Centro do Rio

Grupo realizava o protesto em frente ao Maracanã.
Pista central da Av. Presidente Vargas ficou interditada por volta das 15h.
Do G1 Rio
Grupo de vigilantes interditou a pista central da Avenida Presidente Vargas (Foto: Marcelo Elizardo / G1)Grupo de vigilantes interditou a pista central da Avenida Presidente Vargas (Foto: Marcelo Elizardo / G1)
Um grupo de vigilantes bancários fazia uma manifestação na Avenida Presidente Vargas, Centro do Rio, por volta das 15h desta sexta-feira (9). A pista central da via foi interditada no horário. Motoristas que estavam na região encontravam trânsito lento. Cerca de 300 pessoas já tinham chegado ao Maracanã, às 17h15.
O grupo pretende convencer a segurança do estádio a cruzar os braços por tempo indeterminado. A paralisação completa 15 dias nesta sexta e a categoria não tem previsão de retornar às funções nos bancos, entre outros órgãos públicos e privados, uma vez que nenhuma de suas reivindicações foram atendidas pelo sindicato patronal.
Vigilantes pedem aumento salarial e do tíquete refeição (Foto: Marcelo Elizardo / G1)Vigilantes pedem aumento salarial e do tíquete
refeição (Foto: Marcelo Elizardo / G1)
De acordo com Antônio Carlos Oliveira, vice-presidente do Sindicatos dos Vigilantes (SindVigRio), os trabalhadores da segurança reivindica um aumento de 10% no salário-base, R$ 20 de tíquete-refeição por dia e plano de saúde. Os manifestantes também querem mais 30% de adicional de risco de vida e mais 30% de adicional de periculosidade - ambos em cima da remuneração fixa - subtraído do contracheque em dezembro desde que o adicional de periculosidade foi regulamentado pelo Ministério do Trabalho. Para os vigilantes que trabalharem durante a Copa do Mundo, o sindicato exige diária de R$ 180.
Atualmente, o piso da categoria é de R$ 528 por mês e tíquete refeição de R$ 13 por dia. Segundo o sindicato, o adicional de periculosidade já é pago atualmente, por lei.

Reivindicações não foram atendidas
O sindicato também reivindica plano de saúde pago pelas empresas, redução da jornada de trabalho de 48h para 44h semanais, além da diária de R$ 180 para os agentes privados que vão trabalhar na Copa do Mundo, em junho. Os patrões ofereceram de diária apenas R$ 100. Atualmente os vigilantes do Maracanã recebem durante os jogos diária de R$ 80, tirando desse valor os gastos com transporte e alimentação e, sem nenhum outro benefício, pois trabalham sem carteira assinada.

Em todo estado, 60% dos bancos estão fechados por falta de vigilantes. Apenas os caixas de auto-atendimento estão liberados. Mas, no interior, começou a faltar dinheiro nos caixas, principalmente na Região dos Lagos e Norte Fluminense.
Mais cedo, o abastecimento com dinheiro em espécie de algumas agências bancárias da zona Sul do Rio estava comprometido pela greve dos vigilantes bancários. Todos os serviços estavam concentrados no setor de auto-atendimento em unidades do Banco do BrasilBradesco, Santander e Itaú. Somente transações que não envolvessem numerário eram realizadas no atendimento presencial. Muitos clientes estavam revoltados com restrições.

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