sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Agente condenada a indenizar juiz diz que polêmica ajudou categoria

Tamborini veio a Fortaleza para participar do 3º Encontro Nacional dos Agentes de Trânsito
Para Luciana Tamborini, a agente de trânsito do Rio de Janeiro condenada a pagar indenização a um juiz depois de multá-lo em uma fiscalização, a polêmica deu visibilidade a questões levantadas por sua categoria. "Deu-nos força para aprovarmos as leis que vão regulamentar nossas atividades; é importante o agente trabalhar sabendo que está resguardado pela lei", argumenta.
 Tamborini veio a Fortaleza para participar do 3º Encontro Nacional dos Agentes de Trânsito (Enatrânsito 2014), realizado no Condomínio Espiritual Uirapuru de quinta, 27, a sábado, 29, deste mês. Participam do evento 380 agentes de trânsito que atuam em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal.

Uso de arma de fogo
O encontro também debate temas polêmicos, como o uso de armas de fogo por agentes de trânsito. O tema gera controvérsias entre a categoria. Como não podem portar armas, os servidores ficam sujeitos a reações violentas de condutores de veículos que recebem penalidades.
 Em julho deste ano, de acordo com o sindicato da categoria, uma agente da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) foi cercada e agredida por um grupo de torcedores depois de ter aplicado multa no veículo de um deles, nas proximidades do estádio Presidente Vargas, no bairro da Gentilândia.
 De acordo com Ériston Ferreira,membro da comissão organizadora do Enatrânsito, a classe ainda não fechou questão sobre o tema do armamento. “Estamos escutando a sociedade, representantes das polícias, da OAB e vamos elaborar uma proposta ao fim do encontro para apresentar à sociedade”, diz. Ferreira, entretanto, declara ser a favor do uso de armas não leitais pelos agentes. “Seria um artifício para garantir nossa segurança”, defende

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