sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Homem é condenado a 18 anos de prisão no CE após 16 anos do crime


Ele matou um garçom para se beneficiar de um seguro de vida fraudado.
Corpo do garçom foi encontrado com duas perfurações à bala na cabeça.

Do G1 CE
Foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, o empresário Olavo Souto Leitão Júnior, proprietário da Churrascaria Picanha do Olavo. “Olavo da Picanha", como era conhecido, matou o garçom Francisco das Chagas Penha, em 14 de junho de 1998, para se beneficiar de um seguro de vida fraudado em nome da vítima de R$ 180 mil, valor hoje equivalente a quase R$ 1 milhão. A sentença foi proferida pelo juiz Antônio Jurandy Porto Rosa Júnior, da Vara do Júri da Comarca de Maracanaú, na Grande Fortaleza.
O corpo do garçom foi encontrado com duas perfurações à bala na cabeça, no km 48 do Contorno Rodoviário, Parque Jari, em Maracanaú. Logo após a conclusão do inquérito policial, os promotores de Justiça de Maracanaú ofereceram a denúncia contra os acusados, em 8 de junho de 1999, tendo como fundamentação a investigação produzida, à época, pela Abucham & Caiafa Assessoria de Seguro S/C Ltda, a pedido da Itaú Seguros (Itauvida Plus) e pela Polícia Civil.
O seguro foi contratado no dia 21 de janeiro de 1998, junto à RN Corretora de Seguros e Representações Ltda., de propriedade de Raimundo Nonato de Figueiredo Filho, que revelou a trama praticada pelo denunciado Olavo Souto Leitão Júnior, com a conivência de Maria Neci Ribeiro Faustino, que seria a beneficiária do suposto seguro de vida. Maria Neci Ribeiro foi julgada e condenada a 16 anos e 6 meses de prisão, em 2012.
Júri Popular
Na quarta-feira, dois anos após a condenação da primeira acusada do crime premeditado, foi a vez de Olavo da Picanha ir à Júri. A sentença, estabelecida pelo Juiz Antônio Jurandy Porto Rosa Júnior, foi decorrente da decisão proferida pelo Júri Popular, que acatou o pedido do Ministério Público do Ceará de condenação por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe; impossibilidade de defesa da vítima; e para conseguir vantagem em outro crime, no caso se apossar de seguro fraudado
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