quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Militar que obrigou família a tomar tranquilizante segue em estado grave

Subtenente tentou matar a família e se matar em seguida; ele está em coma.
Lewdo Bezerra usou o Facebook para comentar o crime contra a família.

Do G1 CE

subtenente Lewdo Bezerra, suspeito de matar o filho de nove anos e tentar assassinar a mulher com tranquilizantes na madrugada desta terça-feira (11), segue hospitalizado em estado grave no Hospital Geral do Exército, em Fortaleza. O diretor da unidade informou que paciente respira com ajuda de aparelhos e está em coma. O Comando da 10ª Região Militar afirmou que só irá se pronunciar sobre o caso na quinta-feira (13).
"Ele chegou ao hospital em estado gravíssimo, como se encontra hoje no Hospital do Exército, e a criança praticamente morta", afirma o diretor de Polícia Metropolitana, Jairo Pequeno. O casal vivia junto há três anos. "Era uma pessoa tranquila, a gente nunca imaginou que ele iria fazer isso com a própria família", diz uma vizinha que prefere não se identificar.
Em depoimento aos policiais na delegacia, a esposa disse que foi agredida e depois obrigada a tomar comprimidos tarja preta com vinho. Depois o sargento obrigou o filho a tomar os remédios. A esposa do sargento falou também que desconhece as razões do crime. Outro filho do casal de cinco anos não tomou os  remédios.
Mensagem em rede social
O militar deixou uma mensagem em uma rede social dizendo que havia colocado medicamentos na bebida dela. Na página no Facebook, o militar diz: "Ta vendo essa mulher linda me pediu o divórcio. (...) Temos 2 filhos especiais vou levar um comigo obriguei ela a beber vinho com seus tranquilizantes p dormir e n vê o q vou fazer (sic)", disse. Em seguida, o subtenente pede perdão por matar o próprio filho. "Me perdoem família mas a carga ta grande demas e n aguento mais sfrer calado vendo essa mulher se anular a 10 ans (sic)", afirmou.
No fim do depoimento, o subtenente pede para amigos ajudarem a socorrer o filho que, segundo ele, já estaria sob o efeito dos medicamentos.
"Vou postar qdo já n tiver mais jeito eu a machuquei muto eu enlouqueci. era p eu ciudar dela (...) quem vê essa postagem vejam se aida a jeito de s salvalva- la. Ela ta dopada. socorro. Meu filho pequeno acorda cedo, espero alguém vê essa msgm a tempo de salvar ela (....) ", diz a mensagem.
Polícia vai analisar postagem
O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), delegado Jairo Façanha Pequeno, informou ao G1 que a mensagem deixada pelo subtenente na rede social já está sendo analisada pela polícia. "Nós já pegamos o que ele escreveu no Facebook. Vamos estudar agora o motivo que o levou a praticar o crime. Não está descartado o crime passional", afirmou o delegado.

Jairo Pequeno disse ainda que a declaração do subtenente no Facebook consta em relatório encaminhado ao 16º Distrito Policial, no Bairro Dias Macêdo. "Fizemos um relatório e encaminhamos para o delegado Wilder Brito que junto com a gente vai estudar o caso. Vamos tentar resolver tudo o mais rápido possível", disse.

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