quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Operação federal contra crime organizado prende 436 em dois dias

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, divulgou balanço nesta quinta.
Ação entre terça e quarta-feira contou com efetivo de 20 mil profissionais.

Do G1 DF 
Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na sala de gestão de crise do Ministério da Justiça (Foto: Gabriel Luiz/G1)Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (com a mão no queixo), na centro de controle de Brasília (Foto: Gabriel Luiz/G1)
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quinta-feira (6) que 436 pessoas foram presas durante a operação Brasil Integrado, ação de combate ao crime organizado realizada em 20 estados. As prisões ocorrerm em dois dias de operação – nesta terça e quarta-feira.
Foram mobilizados 20 mil profissionais nos 9 estados do Nordeste e em 11 estados na região de fronteiras do país. A operação conta com o apoio das secretarias de segurança pública estaduais, polícias Militar, Federal, Civil e Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e Ibama. As equipes fizeram uso da estrutura dos Centros Integrados de Comando e Controle, instalados para a Copa do Mundo, a fim de intensificar o combate à criminalidade.
Além das prisões, as forças de segurança apreenderam cerca de 5 toneladas de drogas, 427 veículos e 1,7 mil unidades de munição. Segundo o Ministério da Justiça, foram recuperados 141 veículos furtados ou roubados e cumpridos 221 mandados de busca, apreensão e prisão.
Os centros de controle estão instalados nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Para o funcionamento desses locais, o governo federal doou equipamentos, e as secretarias estaduais se encarregaram da estrutura física, em uma parceria que poderá se repetir nas demais cidades.
Cardozo afirmou que o governo pretende inaugurar centros de controle em todos os estados do Brasil até 2015. "Assim se rompe uma cultura de isolacionismo, de nao integração, e começamos a produzir na prática, no cotidiano, o modelo utilizado na Copa do Mundo."
Os centros são também usados no acompanhamento de grandes eventos. Cardozo afirmou que recebeu o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, que agradeceu a contribuição das forças de segurança durante as eleições.
Cardozo também disse que a central de monitoramento será utilizada durante o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), neste fim de semana.
Emenda constitucional
O ministro disse que o governo prepara uma proposta de emenda constitucional para estabelecer diretrizes de egurança pública a ser seguida pelos estados. Pela Constituição, a competência é dos governos estaduais.

“O que a presidente Dilma quer é uma politica compartilhada de segurança pública”, afirmou Cardozo, que disse que o governo não poderá entrar em detalhes, mas poderá estabelecer diretrizes de políticas de segurança. “Às vezes se cobra muito papel da União, sem dar instrumentos para a União de fazê-lo.”
Lava Jato
O ministro Cardozo disse que a Polícia Federal investigará os nomes e fatos citados nas delações da Operação Lava Jato que não estejam sob segredo de Justiça. O governo já havia tentado acesso ao conteúdo dos depoimentos sigilosos, mas ele foi negado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.

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