terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Militar suspeito de matar filho terá acareação com ex-mulher na segunda


Subtenente é suspeito de matar filho em Fortaleza; ele nega o crime.
Polícia também vai fazer a reconstituição do crime na casa onde moravam.

Verônica PradoDo G1 CE
Francilewdo ingeriu veneno para rato, aponta laudo (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)Francileudo negou ter matado filho e tentado matar
mulher (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Será realizada na segunda-feira (22), às 9 horas, no 16º Distrito Policial, a acareação entre o subtenente do Exercito Francileudo Bezerra e a mulher Cristiane Renata Coelho, segundo o delegado Wilder Brito, responsável pelo caso. "No mesmo dia, à tarde, já combinei com os advogados das duas partes [do subtenente e da mulher] de realizarmos a reconstituição do crime na casa onde eles moravam", explica.
O militar é suspeito de matar o filho, tentado matar a mulher e em seguida ingerir veneno para cometer suicídio. Em depoimento à polícia, ele atribui os crimes à ex-mulher, Cristiane Coelho.
O subtenente Francileudo ficou em coma durante uma semana e, ainda no hospital, negou participação no crime. "Não teria coragem de tirar a vida do meu filho, não é à toa que eu tatuei o nome dele no meu braço. Não seria nesse momento que eu iria atentar contra a vida dele nem contra a minha", disse o militar. Ele aponta a mulher Cristiane Renata Coelho como autora do crime. "Quero que a Justiça seja feita, que ele seja presa. Ela não pode ficar impune pelo que ela fez", disse. A Justiça revogou a prisão preventiva do militar.
Após deixar o hospital Francileudo Bezerra foi para a casa de familiares. "Convivendo mais com os pais e os irmãos, mesmo sendo confortado pela família, ele está perdido, sentindo a ausência dos filhos, um, definitivamente porque está morto, e o outro, porque está em poder da mãe. Ele está arredio, sem querer falar com ninguém", relata o advogado Walmir Medeiros, que defende o militar.
Segundo o advogado, o família tem relatado que nos últimos meses a mulher do militar estava se comportando de maneira estranha. "Eles contam que a Cristiane ficava rentando convencer a família de quer o Francileudo estava com problemas, qwue ele não estava normal e que precisava procurar um psiquiatra ou um psicólogo. Ela queria a todo custo mostrar quue ele não estava normal", diz.
O caso
Segundo depoimento de Cristiane Renata Coelho Severino à polícia, o marido obrigou que ela e o filho ingerissem tranquilizantes com objetivo de matá-los e em seguida tentou suicídio com remédios. Diferentemente do que a mulher contou à polícia, o laudo da perícia mostrou que tanto a criança quanto o subtenente foram envenenados com um veneno usado para matar ratos, popularmente conhecido como "chumbinho". 
Em depoimento à polícia, ao ser perguntado se havia alguém que se beneficiaria com a sua morte, o subtenente apontou a mulher como beneficiária direta. "Ele disse que além dos soldos, ela receberia um seguro do Exército que hoje está em torno de R$ 153 mil e ainda um outro seguro em nome do filho", diz. O delegado disse, ainda, que o casal passava por problemas no casamento "mas nada que justificasse tentativa de asssassinato", afirmou o delegado Wilder Brito.
Reação
De acordo com o advogado Walmir Medeiros, a notícia da morte do filho foi dada pela equipe médica. "Quando ele saiu do coma, ficava perguntando quando a mulher iria visitá-lo. Os médicos resolveram contar o que havia acontecido e ficaram estarrecidos com a reação dele: a pressão arterial disparou, teve febre e um vaso rompeu, causando uma hemorragia interna. Segundo eles, ninguém pode fraudar esse tipo de reação. Isso está no prontuário que será encaminhado ao delegado que investiga o caso", diz.
Mensagem em rede social
No perfil do militar no Facebook, foi deixada no dia do crime uma mensagem, apagada posteriormente, que dizia: "Té vendo essa mulher linda me pediu o divórcio. (...) Temos 2 filhos especiais vou levar um comigo obriguei ela a beber vinho com seus tranquilizantes p dormir e n vê o q vou fazer (sic)", disse. Em seguida, o subtenente pede perdão por matar o próprio filho. "Me perdoem família mas a carga ta grande demas e n aguento mais sfrer calado vendo essa mulher se anular a 10 ans (sic)".

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