quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Caixa inicia cobrança de novas taxas de juros

Aumento não atinge financiamentos para o Minha Casa, Minha Vida nem os realizados com o FGTS. Justificativa foi o aumento na taxa Selic
Flávia Oliveiraflavia@opovo.com.br
As taxas de juros mais altas para novos financiamentos imobiliários contratados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo começaram a ser cobradas na última segunda-feira. Os contratos já assinados pelos mutuários não serão afetados.
De acordo com a Caixa Econômica Federal, a mudança vai atingir quem tem renda acima de R$ 5,4 mil, portanto, fora do limite para uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiamento habitacional. Também não serão alteradas as taxas para o programa Minha Casa Minha Vida. A Caixa informou que a alteração se deve ao aumento da taxa básica de juros (Selic), que atualmente é de 11,75%.
A taxa de juros cobrada pelo Sistema de Financiamento Habitacional (SFH), que financia imóveis de até R$ 750 mil com recursos tanto do FGTS como da poupança, permanece em 9,15% para quem não é cliente do banco.
Para as linhas de crédito do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que financiam imóveis mais caros - acima de R$ 650 mil na maior parte do país e de R$ 750 mil em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal - a taxa anual passará de 9,2% para 11% para os não-clientes.
De acordo com Sergio Porto, presidente do Sindicato da Habitação do Ceará (Secovi-CE), a medida deve inibir o ritmo dos novos contratos e, por decorrência, reduzir o volume dos lançamentos. “Não é justificável um aumento na taxa de juros logo no começo do ano, porque não se alterou a remuneração da poupança”, aponta.
Comparação
O reajuste ocorre duas semanas após a posse da equipe econômica, marcada pelo discurso de austeridade nos gastos públicos. Foi a primeira mudança na tabela, a qual ficou congelada no ano passado. Para o economista Henrique Marinho, o aumento foi necessário para equilibrar as finanças da Caixa. 
Ao consumidor, cabe a tarefa de pesquisar as taxas mais atraentes entre os bancos, sobretudo se o financiamento não se enquadrar no SFH.
“Ainda que a Caixa seja tradicionalmente o banco com os menores custos no crédito imobiliário, as taxas obtidas em outras instituições podem ser mais vantajosas”, aponta.
Sergio Porto acredita que a medida vai aumentar o interesse dos bancos privados em financiar imóveis mais caros. “Se eles tiverem interesse, podem oferecer ou ampliar a faixa aos chamados correntistas ‘prime’”, afirma. 
SERVIÇO 
Faça simulações de financiamentos com taxas de vários bancos no site do Canal do Crédito em: http://goo.gl/TEiieI

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