terça-feira, 3 de março de 2015

Casa de R$ 500 mil pode ser motivo da morte de professora

Crime foi encomendado pelo genro da vítima
Uma residência no valor de R$ 500 mil e um seguro no valor de R$ 60 mil, seriam as causas que levaram José Walter dos Santos Morais a encomendar a morte de sua sogra, a professora aposentada  Maria das Graças Martins Nina. 
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a aposentada tinha outros seguros, mas os valores não foram divulgados. Além do genro, outro homem está envolvido no crime. Os dois homens foram presos na noite do último sábado (28). 
Em depoimento, Júlio Cesar Bezerra de Carvalho, autor do homicídio, afirmou que a morte foi encomendada por José Walter. O genro da vítima pagaria R$ 4 mil pelo crime. Metade do valor foi entregue antes da execução e o restante seria entregue 15 dias depois. 
Segundo a delegada Socorro Portela, diretora da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o matador foi contratado por José Walter, e conheceu a professora no Mercado dos Pinhões, na Praia de Iracema, em Fortaleza. 
No depoimento, Júlio afirmou que tudo foi planejado pelo genro de Maria das Graças. José Walter é casado com a filha da vítima, cujo nome não foi revelado. Com a morte, o genro acreditava que ficaria com os bens da sogra e ganharia os seguros, entre eles, o de R$ 60 mil. 
A SSPDS informou que as investigações sobre o crime continuam, apesar da prisão dos dois envolvidos. Acredita-se que outras pessoas podem ter envolvimento, inclusive parentes da vítima, mas nenhuma suspeita foi revelada, para manter o sigilo das investigações.
A Polícia Civil tenta localizar um motociclista. Ele teria indicado onde o cadáver deveria ser colocado após a consumação do crime. O suspeito foi mencionado no depoimento de Júlio, mas seu nome não foi revelado, para não atrapalhar as investigações. 
Até o momento, a esposa de José Walter e filha de Maria das Graças, permanece na condição de vítima.
Maria das Graças foi encontrada morta no último dia 21 de fevereiro. O corpo estava em um matagal no município de Itaitinga, Região Metropolitana. O cadáver apresentava sinais de violência. A Polícia Forense do Ceará (Pefoce) encontrou uma lesão no pescoço da vítima. Acredita-se que a marca foi provocada por um arame farpado, encontrado nas proximidades.

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