segunda-feira, 16 de março de 2015

Cobrador de ônibus aguarda julgamento

MORTE DE PARANAENSE

Clécio de Oliveira Braga é suspeito de matar e roubar Ângela Maria de Barba em Aracati, em março do ano passado

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Segundo as investigações, Clécio atraiu Ângela para Fortaleza através de uma rede social. Quando foi à Paraíba, usou nome falso em uma pousada
Já se passou um ano desde que a paranaense Ângela Maria de Barba Rocha, 28, foi atraída para o Ceará e morta com golpes na cabeça. O suspeito do crime, o cearense cobrador de ônibus Clécio de Oliveira Braga, 33, está preso. A demora na entrega de documentação tem atrasado a marcação do julgamento.
O corpo de Ângela foi encontrado no dia 5 de março do ano passado, dentro de um carro, em Aracati, às margens da BR-304,na altura do quilômetro 66, município de Aracati, no Litoral Leste. Clécio foi preso na residência em que vivia, no dia 27 daquele mesmo mês. A mulher, formada em Química, era natural do Paraná mas vivia na Paraíba, onde trabalhava, quando conheceu Clécio pela internet.
De acordo com o Fórum de Aracati, são aguardados documentos da Justiça de Fortaleza para que seja marcada a data dos interrogatórios e julgamento.
Segundo informações obtidas junto a funcionários do Fórum, faltam ser anexadas aos autos a carta precatória com depoimentos de testemunhas que estão na Capital cearense. Documentos também foram solicitados às Justiças da Paraíba e do Paraná, e já estão em poder da 3ª Vara de Aracati.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE). Por e-mail, o órgão informou que o processo está tramitando na 16ª Vara Criminal de Fortaleza.
Segundo a assessoria do TJCE, a carta precatória solicitada já está sendo cumprida. Uma audiência foi marcada para o próximo dia 13 de abril, quando então deverão ser ouvidas três testemunhas de acusação.
Crime
No dia 5 de março do ano passado, um corpo do sexo feminino foi encontrado dentro de um veículo, em Aracati, nas proximidades da divisa do estado do Ceará com o Rio Grande do Norte. Sem identificação, o corpo foi encaminhado à sede da Perícia Forense (Pefoce), em Fortaleza.
A mulher apresentava sinais de violência na região da cabeça. A perícia então constatou que ela fora vítima de um golpe de objeto contundente.
No dia 22 daquele mês de março, a família de Ângela procurou a Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur), em Fortaleza, relatando que a mulher estava desaparecida há cerca de 60 dias e que, em sua fatura de cartão de crédito, constava várias compras feitas no estado do Ceará. A delegada Adriana Arruda, titular da Deprotur, passou a investigar o caso.
No dia 26 de março, exames confirmaram que o corpo encontrado em Aracati pertencia a Ângela. A Polícia Civil prosseguiu as investigações e, com base em informações obtidas no início dos trabalhos, chegou até a pessoa de Clécio Oliveira.
Á época da prisão, o delegado geral da Polícia Civil, Andrade Júnior, explicou que o suspeito era casado e pai de uma criança de cinco anos de idade, mas se aproximou de Ângela, que mantinha um perfil em uma rede social, para começar um relacionamento amoroso. Clécio foi capturado no dia 27 de março na casa onde morava, no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza, em uma operação da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur) e Delegacia Regional de Aracati.
Clécio responderá na Justiça por como latrocínio (roubo seguido de morte), pois, conforme as investigações, o suspeito retirou a quantia de R$ 28 mil da conta-corrente de Ângela depois de praticar o crime. Além disso, utilizou os cartões de crédito da vítima para fazer compras. Objetos pessoais dela foram encontrados na casa do suspeito, que não soube explicar como eles foram parar lá. O homem nega qualquer participação no crime.
Internet
Andrade Júnior informou à época que o suspeito se aproveitou de um momento frágil na vida de Ângela. A mulher estava se divorciando do companheiro quando iniciaram o relacionamento na internet.
Clécio chegou a ir a João Pessoa, na Paraíba, onde Ângela trabalhava, para conhecê-la. Lá, utilizou nomes falsos quando se hospedou em uma pousada. Após conquistar a confiança da mulher, o suspeito a convenceu a abandonar o emprego e a família. A vítima foi atraída para o Ceará, onde ocorreu o crime.
Levi de Freitas
Repórter

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