segunda-feira, 2 de março de 2015

Genro teria mandado matar professora por dinheiro

CASO ELUCIDADO
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Maria Nina era professora universitária aposentada. O corpo dela foi encontrado em um matagal, em Itaitinga, apresentando vários sinais de violência
A Polícia considera elucidado o caso da morte da professora aposentada Maria das Graças Martins Nina, 66, com as prisões dos supostos autores material e intelectual do crime, ocorridas no último sábado. De acordo com a diretora da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Socorro Portela, o executor foi contratado pelo genro da aposentada, que queria a herança e um seguro que seriam deixados por ela.
Desde quando o corpo foi achado, a principal linha de investigação da Polícia era que o assassino fosse o homem com quem a vítima estava mantendo um relacionamento. O casal teria se conhecido no Mercado dos Pinhões, em Fortaleza. O suspeito foi identificado como Júlio César Bezerra de Carvalho, 44, e as diligências à procura dele foram ininterruptas, até quando foi capturado na tarde de sábado, no bairro Tabapuá, em Caucaia.
Durante seu depoimento à Polícia, na sede da DHPP, Carvalho confessou sua participação no caso e contou à Polícia que seu relacionamento amoroso com Maria Nina fazia parte de um plano, arquitetado pelo próprio genro da vítima, chamado José Walter dos Santos Morais.
Carvalho disse, ainda, que foi contratado por Morais por R$ 4 mil. "Ele contou tudo com detalhes. Disse, inclusive, que recebeu das mãos de José Walter dois mil reais no dia em que acertaram a execução e a outra metade do dinheiro seria entregue 15 dias depois, quando o fato já estivesse consumado", declarou a diretora da DHPP.
Preso
Com a revelação do nome do genro da vítima, a Polícia iniciou as buscas e conseguiu prendê-lo, na Rua da Paz, no bairro Meireles. José Morais nega que tenha envolvimento com o crime.
A delegada disse que os indícios são fortes contra ele e a versão contada por Júlio Carvalho batem com as informações que já vinham sendo levantadas durante as investigações.
"Ele contratou uma pessoa para matar a sogra pensando em ficar com parte da herança que seria deixada e um seguro de vida que ela tinha", revelou Socorro Portela. Segundo a delegada, outras pessoas deram apoio à ação, mas os envolvidos diretos com a morte de Maria Nina são Carvalho e Morais.
A professora foi encontrada morta, no dia 21 de fevereiro, em um matagal, em Itaitinga. O corpo da aposentada apresentava sinais de violência. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) constatou uma lesão no pescoço dela, que pode ter sido provocada por um arame farpado, encontrado próximo ao cadáver.

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