terça-feira, 17 de março de 2015

Mentor de ataque roubou bancos

ÔNIBUS INCENDIADOS
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Francinei Nobre da Silva, o 'Gangão', 42, seria o responsável por ordenar os incêndios criminosos a coletivos
O homem apontado como o articulador dos ataques a ônibus ocorridos na última sexta-feira, é suspeito de ter envolvimento com diversos ataques a banco. Segundo o titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Raphael Villarinho, ele comandou o tráfico no Bom Jardim por mais de 10 anos. "Esse dinheiro dos ataques a banco acabava capitalizando o tráfico. É um ciclo, uma teia de crimes".
A equipe da Especializada apresentou, na tarde de ontem, o resultado da operação que culminou na prisão de Francinei Nobre da Silva, o 'Gangão', 42, capturado na última sexta-feira, em posse de um fuzil AK47, uma espingarda calibre 12, duas pistolas calibre ponto 40 e 260 munições de uso restrito. O criminoso teria articulado os ataques a ônibus ocorridos sexta-feira, em parceira com dois detentos custodiados em um presídio da Região Metropolitana.
A ação policial ocorreu após uma informação de que o suspeito estaria em um sítio, no bairro Tucunduba, em Caucaia. A operação foi deflagrada e o homem preso. De acordo com o delegado Raphael Villarinho, 'Gangão' já tem uma extensa ficha criminal, que inclui roubos, tráfico de drogas, receptação, sequestro, homicídio e formação de quadrilha. Sua última prisão aconteceu em 2014, quando foi flagrado com três quilos de cocaína.
"Nosso trabalho é prender quem está cometendo crimes e foi novamente feito. O 'Gangão' está de novo à disposição da Justiça para que seja julgado. Ele é perigoso, influente no mundo do crime, tem poder de mobilização entre seus comparsas. É muito importante mantê-lo atrás das grades", afirmou Villarinho.
Sobre a possibilidade de que o assaltante seja da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), ventilada nas redes sociais, o delegado disse que não há indicativo disto. Segundo ele, somente o fuzil que o criminoso portava custa cerca de R$ 70 mil. "É uma arma de guerra, contrabandeada. Nem as polícias brasileiras usam este fuzil".

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