quarta-feira, 1 de abril de 2015

Mãe e dois filhos presos por morte

PRAIA DO FUTURO
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Iracema Silva dos Santos e dois filhos, entre eles, José Anderson Silva dos Santos, o 'Dansim', (abaixo) foram capturados em uma operação da Divisão de Homicídios
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Uma mulher, os dois filhos dela e uma amiga da família foram presos, na manhã de ontem, suspeitos de um homicídio ocorrido, no dia 13 de abril de 2014, em um bar na esquina das Avenidas Dioguinho e Santos Dumont, na Praia do Futuro. De acordo com a Polícia, a vítima e os suspeitos tinham uma desavença antiga, motivada pela disputa de território do tráfico, nas comunidades instaladas naquela área.
O delegado Leonardo Barreto, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que Iracema Silva dos Santos e seus dois filhos agiram juntos em outros homicídios e num esquema de tráfico de drogas. José Erivelton Silva dos Santos e a mãe foram presos na residência deles na 'Comunidade do Caroço', na Praia do Futuro. José Anderson Silva dos Santos, o 'Dansim', já estava recluso na Penitenciário do Carrapicho, em Caucaia, por porte de arma.
"Eles são perigosos, já têm um histórico extenso de crimes na área em que moram. Foram presos no ano de 2013 por um homicídio, que aconteceu exatamente no mesmo lugar deste último. Os três respondem por diversos crimes, como homicídios, tráfico de drogas e associação criminosa. O Erivelton Silva tem duas tatuagens de palhaços nas costas que, no mundo do crime, significa o ataque ou o assassinato de um policial", disse Barreto.
Além da família, Francisca Májila Cruz, também foi capturada. Ela estava no Conjunto Ceará, para onde tinha se mudado, na tentativa de se esconder da Polícia. "Embora não tivesse parentesco com os outros suspeitos, mas sabia que o homicídio aconteceria e foi conivente. Esta não é a primeira vez que ela se associa a eles para o cometimento de crimes", revelou o delegado da DHPP. Májila Cruz já responde por homicídio, associação criminosa e tráfico.
Vítima
A vítima, Davi Sales Cavalcante, morreu portando uma pistola, calibre 380, na cintura. Ele também já respondia por tráfico. Conforme Leonardo Barreto, na época, ele comandava a venda de narcóticos na região e estava sendo perseguido pela família, que queria o controle da área.
"Eles planejaram tudo. Eram inimigos, mas se toleravam, se falavam. Foi então que atraíram a vítima para uma suposta conversa no bar, mas na verdade não era um encontro amistoso e sim uma emboscada. Quando chegaram lá, ele foi cercado e morto pelo 'Dansim'", contou Leonardo Barreto.
Segundo o delegado, mesmo o relato das testemunhas dando conta que 'Dansim' foi o atirador, todos os outros implicados estavam no local e ajudaram na dinâmica do crime.

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