quinta-feira, 11 de junho de 2015

Sindicato de vigilantes do Ceará cria campanha pedindo por segurança

De janeiro a maio deste ano, 7 vigilantes foram assassinados. No ano passado, foram 8 mortos, e em 2013 foram 11 mortes
Através de 10 outdoors, o sindicato de vigilantes do Ceará criou uma campanha perguntando: “Quantos vigilantes precisam pagar com a vida?”. Além de alertar sobre a insegurança na qual trabalham, o sindicato cobra do governo do Estado as investigações sobre as 7 casos de vigilantes mortos em assaltos de janeiro a maio deste ano. O número quase supera a quantidade de vigilantes mortos em exercício da profissão no ano anterior, 2014, com 8 mortes. Já em 2013, foram 11 mortes no total.
As imagens são fortes, com corpos de vigilantes sangrando. Mas de acordo com o presidente do sindicato dos vigilantes, Daniel Borges, as fotos foram escolhidas para chocar o poder público e a população. “É pra chocar mesmo. Se não chocar, vai cair no esquecimento. Além disso, antes de escolher as fotos nós conversamos com os familiares, que nos autorizaram o uso porque também estão indignados com a insegurança e impunidade”, explica.
Os outdoors estão espalhados por Fortaleza nas vias de grande fluxo, como Avenida Washington Soares, Avenida Padre Antônio Tomás, Avenida da Universidade, Avenida 13 de Maio, Avenida Bezerra de Menezes, entre outros. Dos 7 assassinatos de vigilantes no Ceará, apenas o que aconteceu no Crato teve avanço nas investigações e os suspeitos estão presos. Os outros casos continuam sem respostas, o que aflinge tanto o sindicato, quanto os familiares. As viúvas e órfãos, parentes das vítimas, são assistidos pelo sindicato, que busca oferecer acompanhamento com doações.
“O vigilante tem que estar na contenção, e não na linha de frente. Ele precisa primeiro resguardar a sua própria segurança para que possa garantir a segurança do local onde trabalha. Então, como é que colocam os vigilantes trabalhando nas ruas, expostos? Tem casos que eles trabalham como porteiro, como carregador, isso é um absurdo. Eles precisam ter estrutura para trabalhar e serem mais valorizados”, pontua o presidente do sindicato da categoria, Daniel Borges.Essa é apenas uma das ações, dentre outras que serão executadas em alusão ao dia nacional dos vigilantes, que acontece no dia 20 de junho. Debates, aulas de defesa pessoal, palestra com o Ministério do Trabalho e protestos em Fortaleza cobrando segurança são outras atividades que o sindicato irá realizar ainda este mês. Outra queixa que os profissionais reclama é sobre o desvio de funções que são obrigados a fazer no exercício do trabalho.
O Tribuna do Ceará entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará para saber como andam as investigações das mortes de vigilantes e se há um plano de tornar o ambiente de trabalho desses profissionais mais seguro, todavia até a publicação dessa reportagem, não obteve retorno.

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