sexta-feira, 31 de julho de 2015

Acusado de matar namorada é condenado a 16 anos

DECISÃO JUDICIAL
Image-0-Artigo-1901294-1
O julgamento durou cerca de cinco horas e foi presidido pelo juiz Eli Gonçalves Júnior, da 3ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua
FOTO: THIAGO GADELHA
O réu Sam Michel Alberto de Oliveira, 24, acusado de matar a namorada e estudante universitária Lara Cibele Silva Anastácio, em julho do ano passado, foi condenado a 16 anos pelos crimes de homicídio e fraude processual. O júri popular aceitou a tese do Ministério Público do Ceará (MPCE) de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e sem possibilidade de defesa da vítima, além do crime de fraude processual, onde ele tentou confundir as investigações. A defesa já anunciou que pretende recorrer da decisão.
A sentença foi proferida no fim da noite de ontem, pelo juiz Eli Gonçalves Júnior, da 3ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua. O julgamento ocorreu na tarde de ontem e contou com a presença de familiares dos envolvidos. Durante o interrogatório, Sam foi questionado sobre cada passo do crime, desde a saída de sua casa até os disparos efetuados contra Cibele. Ele afirmou ter conseguido com um amigo o revólver calibre 38 que portava no encontro com Lara dentro do carro. E que discutiu com por ciúmes pelo fato da jovem supostamente estar com outro rapaz. "Queria apenas ameaçar quando peguei a arma. A intenção era que ela parasse de ter contato no Facebook e WhatsApp com esse cara. Ela tacou a mão na arma e disparou sem querer. Eu nunca imaginei que fosse acontecer isso", afirmou. O promotor de Justiça Humberto Ibiapina questionou o acusado sobre um terceiro disparo efetuado sobre o teto do veículo, onde ele respondeu que permaneceria calado sobre o assunto. Sam destacou em cada pergunta que apenas queria dar um susto e que não esperava que a conversa dentro do veículo iria virar uma tragédia. "Tinha muito ciúmes dela, mas nosso relacionamento era bom e compreensivo. Convivia com a família. Não esperava que fosse acabar dessa forma", ressaltou.
Família
Maria Mirtes, tia da vítima, relata que nunca viu qualquer tipo de conflito entre o casal. Ela crê que o acusado sofreu com um impulso incontrolável de ciúmes. "Ele estando na prisão não trará ela de volta", lamenta.
Antes mesmo do fim do julgamento, familiares de Sam Michel já aguardavam a possível condenação como certa. "Vai ser feita a justiça e ele vai responder pelo o que ele fez. Mas até o fato de ele andar com arma surpreendeu a gente", lamentou o irmão do réu, José Alberto de Oliveira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário