quarta-feira, 8 de julho de 2015

GOLPE PELA INTERNET

Polícia investiga quadrilha que rouba veículos de luxo

Duas caminhonetes roubadas foram localizadas e objetos usados para falsificação e adulteração dos carros

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Na casa da suspeita, no bairro Jardim Jatobá, os policiais apreenderam outro veículo roubado, além de placas e objetos usados na adulteração dos carros
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O titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), Fernando Cavalcante, disse que investiga a participação da quadrilha em outros estados
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Carla Rayanne Costa Colares, 23, estava na caminhonete Hilux roubada no bairro Montese quando foi presa
A Polícia está trabalhando na elucidação do caso de uma quadrilha que vinha agindo na Capital roubando e adulterando carros de luxo. A organização criminosa foi descoberta na última segunda-feira, quando três criminosos tentavam roubar uma Toyota Hilux, no bairro Montese. Segundo a Polícia, o carro estava à venda e foi anunciado no site Mercado Livre. Os suspeitos entraram em contato com o dono do veículo e no local marcado para que fosse feita a negociação, roubaram a caminhonete.
De acordo com o titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), Fernando Cavalcante, dois homens foram até a Rua Jorge Dummar, no Montese, dizendo que iriam avaliar o carro, mas anunciaram o assalto e fugiram na Hilux.
"Eles pegaram na internet as informações do veículo e do proprietário. Estava tudo disponível no site em que o veículo foi anunciado. Combinaram um lugar para se encontrar, mas já tinham planejado tudo para roubarem a caminhonete", disse o delegado.
No momento da abordagem, os dois homens armados de revólver fugiram na Hilux e uma mulher escapou em um carro que dava apoio à ação. A vítima acionou a Polícia Militar. Patrulhas do 17º BPM conseguiram interceptar a caminhonete, na Avenida Osório de Paiva.
Quem dirigia o carro na hora da abordagem era Carla Rayanne Costa Colares, 23. Ela estava em posse de R$ 6 mil dos R$ 10 mil que haviam sido subtraídos do proprietário da caminhonete. A suspeita foi conduzida à DRFVC e não deu informações sobre os comparsas. Um bloqueador de satélites rastreadores de veículos foi apreendido com ela.
"Este é um aparelho caro, custa em média 10 mil reais. Para que uma organização criminosa possua um destes é preciso que movimente muito dinheiro. É um investimento alto no mundo do crime", disse Cavalcante. Os policiais foram até a casa de Carla Colares, no bairro Jardim Jatobá e lá encontraram uma caminhonete Mitsubishi, modelo L-200, de cor prata, que tinha queixa de roubo; placas de carros roubados; prensas para fabricação de placas falsas; e algumas chapas em branco para serem confeccionadas.
O delegado que investiga o caso declarou que todos os veículos foram roubados neste mês. O Corolla, foi negociado no mesmo dia em que a Hilux foi roubada e, provavelmente, foi enviado para Juazeiro do Norte, na Região do Cariri.
Fernando Cavalcante afirmou que acredita que a quadrilha tenha mais ramificações e atue também em outros Estados. "Era um organização articulada, poderosa. O material que eles receberam para a falsificação das placas, provavelmente, veio do Rio Grande do Norte, porque estava envolto em páginas de jornais de lá. Fabricavam as placas dos veículos que eles mesmos roubavam", explicou.
O delegado disse que as investigações continuam, porque a quadrilha tem outros integrantes. Segundo ele, é preciso apurar também se os suspeitos sempre se utilizavam da internet para praticar crimes. "O que já podemos afirmar é que eles são experientes e contam com outras pessoas neste esquema", declarou o titular da DRFVC.
Detento
Carla Colares disse à Polícia que tem um relacionamento amoroso com um detento da Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo. Segundo a Polícia, Márcio Costa Lobo é o 'chefe' da organização criminosa e dava ordens de como proceder com os negócios de dentro do presídio.
O delegado confirmou a versão da suspeita e disse que no celular dela foram encontradas diversas mensagens que falam de transações de carros roubados. Para Cavalcante, era a companheira do detento que estava comandando os negócios ilícitos dele aqui fora.
"Ele está preso desde 2011, precisa de alguém de inteira confiança para manter o esquema funcionando e esse alguém é ela. Segundo informações do próprio advogado do Márcio, ele já é condenado a mais de 40 anos de prisão pelos crimes que cometeu", contou o delegado.
Márcio Lobo é do Estado do Pará. Ele tem dez passagens pela Polícia cearense. Ele é acusado de ser o chefe da quadrilha que matou, durante um roubo do tipo 'saidinha' bancária, o empresário Antônio Vander Timbó Magalhães, então com 67 anos. O crime ocorreu no dia 9 de julho de 2010, no bairro Guararapes.
Márcia Feitosa
Repórter

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