segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Quatro presos são achados mortos

Natal. Quatro presos foram encontrados mortos com sinais de estrangulamento na madrugada, ontem, na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte. A unidade é vizinha da Penitenciária de Alcaçuz, palco de um massacre que terminou com 26 detentos assassinados em janeiro de 2017.
Image-0-Artigo-2442072-1Segundo a Secretaria da Justiça e da Cidadania, as vítimas eram Iuri Yorran Dantas Azevedo e Thiago Lucas Oliveira Silva, ambos de 24 anos, além de Ytalo Nunes de Sousa, de 25, e de Rodrigo Alexandre Farias Araujo, de 26. Os corpos foram encontrados por agentes penitenciários de plantão. Eles estavam presos por homicídio qualificado, roubo, tráfico e associação para o tráfico. O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e há suspeita de conflito entre facções. "As circunstâncias das mortes serão investigadas pela Polícia Civil e só o laudo do Instituto Técnico poderá determinar a real causa da morte", disse a pasta, em nota.
PCC
Voltada para o regime fechado, a unidade integrava o Complexo de Alcaçuz durante a rebelião do ano passado, que durou 14 dias. Era o Pavilhão 5. Na época, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) entraram em conflito com uma facção rival, o Sindicato do Crime. Há cerca de um ano e três meses, no entanto, a penitenciária não faz mais parte do complexo.
Segundo o governo do Rio Grande do Norte, a Rogério Coutinho Madruga e Alcaçuz têm entradas, administrações e corpos de agentes diferentes. "O Governo segue firme no trabalho de aperfeiçoamento do sistema prisional, mantendo os detentos presos e longe do convívio com a sociedade, sem fugas e sem acesso a celulares", afirmou a nota.
"As facções criminosas não se comunicam mais com o exterior da cadeia, o que tem provocado brigas internas". As circunstâncias das mortes serão investigadas pela Polícia Civil e só o laudo do Itep poderá determinar a real causa das mortes.
Após o massacre d da rebelião do ano passado, o governo dividiu a penitenciária em duas partes com um muro de concreto para separar as facções rivais.

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