sábado, 30 de novembro de 2019

CATEGORIA ATENDE AO CHAMADO DO SINDICATO E DIZ NÃO A PROPOSTA PATRONAL

Neste sábado pela manhã, a categoria compareceu a sede do Sindicato para participar da assembleia e discutir os rumos da Campanha Salarial 2020, bem como para dar a resposta aos patrões pela tentativa de retirada de direitos.

E a categoria disse NÃO, rechaçando totalmente a proposta patronal.
O objetivo dos vigilantes é negociar, mas sem uma proposta satisfatória, um calendário de lutas e mobilizações já foi criado.
A categoria não aceita que seus direitos sejam retirados.
O objetivo é manter e ampliar, e não perder!
Agradecemos aos presentes e esperamos que esta luta esteja apenas começando. Pois ela é de todos os vigilantes!

Fonte:

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Internos eram algemados e agredidos em clínica no Cariri

Ministério Público confirmou denúncias de maus-tratos e venda de drogas na casa de recuperação

Foto: Divulgação/SSPDS


Em uma chácara, em Juazeiro do Norte, mais de trinta internos viviam em condições desumanas. Os promotores do Ministério Público fizeram uma inspeção no Centro Terapêutico Casa de Jacó e comprovaram as denúncias de maus-tratos. Alguns pacientes ficavam presos, algemados em galpões sem luz, ventilação e água. As condições de higiene eram insalubres. 
De acordo com a Polícia Civil, que participou do trabalho, os residentes não tinham acesso livre ao local, eram trancafiados e estavam com a alimentação diária precária. Na unidade, também haviam pessoas com deficiência mental. Durante diligências, João Jacó Vigário (57), proprietário do imóvel, foi conduzido para a unidade policial que cobre a região para prestar esclarecimentos sobre o fato.
Alguns internos foram socorridos para hospitais. A denúncia ainda aponta que a clínica de reabilitação para dependentes químicos era ponto de comercialização de entorpecentes. A venda era feita por funcionários do centro, segundo Fernando Noremberg Freire, um dos pacientes. 
Na delegacia, João Jacó foi autuado em flagrante pelo crime de cárcere privado. Agora, ele se encontra a disposição da Justiça. O centro de reabilitação foi interditado, e os pacientes entregues às famílias. A casa será administrada inteiramente pela Secretaria Municipal de Assistência Social. 
             Veja o Vídeo

Saque para nascidos em junho e julho começa nesta sexta (22)

A Caixa Econômica Federal inicia, nesta sexta-feira (22), a sétima etapa do calendário de pagamento do Saque Imediato do FGTS. Os trabalhadores nascidos em junho e julho poderão sacar até R$ 500 de cada conta ativa ou inativa do FGTS. Cerca de 8,7 milhões de pessoas poderão sacar a partir de amanhã, com a liberação de aproximadamente R$ 3,3 bilhões.
Entre 13 de setembro e 19 de novembro foram atendidos cerca de 44 milhões de trabalhadores, que receberam R$ 18,9 bilhões do Saque Imediato do FGTS. Cerca de 46% dos 96 milhões de contemplados já sacaram aproximadamente 47% dos R$ 40 bilhões previstos para a ação.
A maior ação de pagamento já efetivada no país realizou, até 19 de novembro, 378,1 milhões de atendimentos nos canais oficiais da Caixa. São realizados, em média, mais de 650 mil pagamentos do Saque Imediato por dia nos canais disponibilizados pela Caixa.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Dupla é presa após roubar carro da mãe de um policial

Um dos suspeitos estava armado. Eles roubaram o carro no João XXIII e foram presos na Granja Lisboa

Dois homens foram presos nesta quarta-feira (13), no bairro Granja Lisboa, em Fortaleza, após roubarem o carro da mãe de uma policial.
De acordo com a polícia, a dupla rendeu a mãe do policial no bairro João XXIII, tomaram o carro de assalto e fugiram. Um deles estava armado com um revólver calibre 22. 
Os dois foram vistos no bairro Granja Lisboa e abordados no cruzamento das ruas Aires de Souza com Londrina. Os suspeitos são de Maranguape e Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. 
Eles foram presos em flagrante e encaminhados ao 27° Distrito Policial onde foram autuados por roubo e porte ilegal de arma de fogo. A dupla foi identificada como Everardo Ferreira de Souza, de 20 anos e Humberto Ferreira da Silva, de 24 anos.

Homem é preso suspeito de compartilhar pornografia infantil

A polícia encontrou fotos e vídeos de crianças e adolescentes no celular do suspeito
Um técnico de informática foi preso na tarde desta quarta-feira (13), em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza. Ele é suspeito de armazenar e compartilhar pornografia infantil. A polícia encontrou várias fotos e vídeos de crianças e adolescentes no aparelho celular do suspeito.
A polícia estava realizando patrulhamento quando perceberam o rapaz em atitude suspeita e resolveram abordar o técnico de informática. Os policiais pediram para olhar o celular dele e encontraram várias fotos e vídeos.
No celular do suspeito a polícia encontrou conversar com teor sexual. Ele recebia e enviava fotos íntimas. O suspeito disse para a polícia que já procurou tratamento, mas não conseguiu deixar essa prática. Ele disse também que não se considera um pedófilo. O suspeito foi levado para a Delegacia da Defesa da Mulher (DDM). 

Duas amazonenses são presas ao entregar 15 kg de drogas em shopping de Fortaleza

Suspeitas foram presas em flagrante quando repassavam os entorpecentes para um homem, também detido
Polícia federal apreende 15 quilos de 
Foto: Polícia Federal/ Reprodução


Duas mulheres naturais de Manaus, que desembarcaram no Aeroporto Pinto Martins, foram presas pela Polícia Federal durante a entrega de 15 quilos de skunk (um tipo de maconha com maior efeito entorpecente) em um shopping de Fortaleza, nesta quarta-feira (13).
De acordo com a Polícia Federal, as suspeitas de 32 e 24 anos foram localizadas durante uma fiscalização de rotina. Os agentes seguiram a dulpa e as abordaram em flagrante, no momento em que elas estavam repassando a droga para um homem de 32 anos, que também foi detido.
Conforme a Polícia Federal, os presos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal e autuados pelo crime de tráfico interestadual de drogas.

Coronel da PM e namorada denunciados por estupro de criança

Conforme a investigação, os crimes teriam se iniciado em 2014, quando a vítima tinha apenas 6 anos. Primeira audiência de instrução do caso já está marcada. Defesas dos réus alegam que mãe da criança inventou a história

O coronel da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Jaime de Paula Pessoa Neto, de 53 anos, e a namorada dele, a universitária Lorena Bezerra de Melo, 37, são réus pelo crime de estupro de vulnerável, cometido contra uma familiar da mulher (o grau de parentesco não será revelado pela reportagem para não identificar a vítima), de 11 anos. Em decisão proferida no dia 1º de novembro último, a 12ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza ratificou o recebimento da denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) e marcou a primeira audiência de instrução do processo para o dia 23 de março de 2020. A ação penal corre sob sigilo de Justiça.
Conforme documentos obtidos pelo Sistema Verdes Mares, a investigação desenvolvida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), da Polícia Civil, aponta que os estupros teriam se iniciado em 2014, quando a menina tinha apenas 6 anos. Mas o crime foi denunciado pela mãe da vítima, através de Boletim de Ocorrência (B.O.), somente no dia 10 de maio deste ano.
De acordo com o B.O., a criança revelou à família ter sofrido abuso sexual após assistir a um vídeo educativo na escola. A menina contou detalhes dos atos obscenos, cometidos pela parente e pelo namorado dela, que muitas vezes eram acompanhados de filmes pornográficos na televisão. Segundo o relato feito aos investigadores, a vítima apresentou tumores e manchas brancas nos órgãos genitais, meses antes da denúncia.
A criança corroborou com a denúncia, em depoimento prestado à Polícia Civil no dia 13 de maio deste ano. Segundo ela, o casal fazia sexo na sua frente e também a tocava. "Disse que Jaime sempre pedia para ela que não contasse nada para ninguém, dizendo-lhe o seguinte: 'Você é só minha! Isso é só meu!'", descreve o termo de declaração da vítima. O militar teria o costume de presentear a menina, com ovo de Páscoa por exemplo, e de dar dinheiro para a namorada comprar outros mimos para a garota no shopping.
Os exames realizados pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) no corpo da vítima não encontraram esperma e atestaram que a membrana himenal e o ânus da mesma estavam íntegros. Apesar dos resultados, a Dceca indiciou o coronel PM Jaime Neto e Lorena de Melo, no dia 9 de setembro deste ano.
"Insta assinalar que a não constatação de vestígios não exclui a ocorrência de violência sexual, mormente pelo fato dos crimes contra a dignidade sexual serem praticados, via de regra, de forma extremamente efêmera e na clandestinidade, longe de eventuais testemunhas e sob ameaça ou recompensa da perpetuação do sigilo", explica o Relatório Final do Inquérito Policial. Em outro trecho, os investigadores concluem que "a pouca idade da vítima, ao réves de diminuir a força probatória dos seus relatos, presta-se para trazer ainda mais credibilidade às suas declarações, porquanto descrevem fatos que não guardam relação com a compreensão sadia de mundo infantil".
Defesa
Os réus negam o cometimento dos crimes. Ao ser interrogado pela Polícia Civil, o coronel contou que Lorena era uma espécie de "governanta" da sua residência e se tornou namorada em março de 2019. Quanto à menina, ele teria conhecido no Réveillon de 2018, e, somente a partir dessa data, ela teria passado a frequentar a sua residência. O oficial acrescentou que tem uma filha adolescente e que se acostumou a conviver com outras crianças, familiares de ex-companheiras, sem o registro de denúncias anteriores.
Já a universitária afirmou que passava os fins de semana com a menina e a levava para a casa do namorado porque a mãe da mesma a abandonava em casa, inclusive sem alimentação. A acusada contou que já teria cobrado à mãe da menina sobre a situação e pensava até em pedir a guarda da criança na Justiça. Lorena acredita que a cobrança teria sido a motivação das "falsas acusações" contra o casal.
Na resposta à acusação, presente na ação penal, os advogados Leandro Vasques, Holanda Segundo, Afonso Belarmino e Gabrielle de Melo - representantes da defesa do coronel - alegam que a mãe da vítima prestou depoimentos que trazem "versões incongruentes entre si e em clara contradição em relação àquelas aventadas pelas testemunhas"; enfatizam os resultados negativos de violência sexual demonstrados em laudos periciais; e pedem a rejeição da denúncia do MPCE "já que inexiste lastro probatório mínimo a embasá-la" - o que não foi acatado.
Já os advogados Mateus Henrique Rodrigues Araújo e Wyllerson Matias Alves de Lima, defensores da universitária, também em resposta à acusação, garantem que "jamais houve qualquer tipo de conduta inadequada da requerente e da pessoa do oficial (...) muito menos qualquer odioso ato de abuso sexual". Conforme a defesa, a criança "foi induzida pela mãe para inventar as malfadadas acusações".
Denúncia
O Ministério Público apresentou a denúncia à Justiça Estadual, contra o casal, pelo crime de estupro de vulnerável, no dia 24 de setembro deste ano, na qual rebate a versão da defesa dos réus: "Impõe-se registrar, a partir das versões formuladas pelos denunciados, que inexiste, nos autos, prova minimamente razoável de que a mãe da vítima possuía motivos para engendrar comunicação falsa de crime". Procurado através da assessoria de imprensa, o MPCE informou que não pode se pronunciar sobre o processo por se tratar de violência sexual praticada contra vulnerável.
A acusação foi aceita pela 12ª Vara Criminal, dois dias depois, e ratificada no início do mês corrente. "Entendo que a denúncia apresentada pelo representante do Ministério Público, na presente ação penal, narra de forma satisfatória os detalhes, os fatos referentes à suposta ação criminosa e o modus operandi dos denunciados", considera a juíza. "Claramente, trata-se de uma ação penal de extrema complexidade e vejo como medida indispensável à produção de provas em Juízo, especialmente a oitiva da infante".
Reserva
No depoimento prestado à Polícia Civil, o coronel Jaime Neto informou que está nos quadros da Polícia Militar do Ceará há 34 anos e afirmou que é um "militar vocacionado". De acordo com publicações do Diário Oficial do Estado (DOE), o PM já foi comandante de um Batalhão da Polícia Militar em Fortaleza, trabalhou na segurança da presidência do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), foi chefe da Coordenadoria de Defesa Social, da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), e esteve na Casa Militar do Governo do Estado.
Na Casa Militar, o réu chefiou a Unidade Militar da Vice-Governadoria, entre julho de 2018 e junho de 2019 - um mês após o início das investigações por estupro de vulnerável. Antes, em março deste ano, o militar foi promovido a coronel. E, depois, foi transferido para a Reserva Remunerada e não está mais exercendo funções na Instituição, segundo a própria Polícia Militar.
Administrativamente
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) informou que "determinou a instauração de Investigação Preliminar para a devida apuração do fato na seara administrativa, estando esta, atualmente, em andamento. As investigações possuem caráter reservado".
A defesa do coronel, no processo criminal, afirma que o cliente "apresenta inúmeros destaques em sua trajetória profissional, ao longo da qual prestou relevantes serviços à nossa Segurança Pública". E cita um exemplo de um trabalho realizado pelo oficial, em um Conselho Comunitário, em que "foi solucionado o problema de mais de 50 crianças que se encontravam em situação de risco no Terminal da Lagoa, com o cadastramento, localização dos pais, fornecimento de alimentação e encaminhamento a abrigos".

sábado, 9 de novembro de 2019

PM’s são recebidos com homenagens após operação que deixou quixadaenses mortos em confronto no Tocantins


As equipes de policiais empregados na Operação Hórus Divisa, que ficaram 15 dias em incursões na zona rural da região de Pequizeiro, no Tocantins, foram recepcionadas com honra no pátio do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar em Palmas, nesta quinta-feira, 07. O comandante geral da PM, coronel Jaizon Veras Barbosa, o vice-governador, Wanderlei Barbosa, os deputados estaduais, Luana Ribeiro, Olyntho Neto e Cleyton Cardoso, secretários de estado, vereadores e outras autoridades civis e militares prestigiaram o retorno dos policiais.
Durante a operação pelo menos seis cearenses foram mortos após confronto armado com os policiais, destes, pelo menos quatro eram de Quixadá, sendo dois deles irmãos. Durante a Operação Hórus Divisa foram mobilizados cerca de 200 policiais, três helicópteros e 60 viaturas, em 15 dias de atuação. A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Tocantins, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, além da Secretaria de Segurança Pública do Pará e Casa Militar de Goiás, estas últimas tendo apoiado com helicópteros.
Durante toda a operação foram encontrados em poder da quadrilha: dois fuzis (calibre 5,56), um fuzil modelo AK 47 (calibre 7,62), duas pistolas calibre .40, um revólver calibre .38, e aproximadamente 500 munições de vários calibres. (Com informações da PM do Tocantins).

Acusado de homicídio cometido em Baturité é preso no estado do Paraná

Um trabalho conjunto entre a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na captura de um foragido da Justiça cearense, procurado por envolvimento em um homicídio e em uma tentativa de homicídio ocorridos em abril deste ano, em Baturité. Francisco Robson Germano Alves, 36 anos, também conhecido como “Batinha”, foi capturado em Curitiba, Capital paranaense, nessa quarta-feira (06).
Durante o processo de investigação, a PCCE, por meio de profissionais da Delegacia Regional de Baturité, finalizou o inquérito e representou pela prisão preventiva de Francisco Robson. Após a solicitação ser deferida pelo Poder Judiciário local, equipes da Regional com o auxílio do Departamento de Inteligência Policial (DIP) intensificaram os trabalhos, com o objetivo de capturar o infrator.
A partir das investigações, chegou-se ao paradeiro do foragido, na cidade de Curitiba. Com isso, foi mantido contato com policiais civis da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa do Paraná (DHPP-PR) e, após levantamentos, o suspeito foi encontrado e capturado pelos agentes de segurança, na casa de familiares em um bairro de classe média. Após a comunicação da prisão de Francisco Robson, a Polícia Civil cearense deu início aos procedimentos necessários para seu recambiamento para o Sistema Penitenciário Cearense.

O crime

Na noite de 13 de abril deste ano, Francisco Thyago Cosme Alves, à época com 20 anos, e outro homem de 24 anos voltavam de moto para casa após uma festa, em Baturité. Quando os dois trafegavam nas proximidades de uma praça, foram colhidos por um veículo conduzido por Francisco Robson Germano. Momentos antes, o jovem de 24 anos e Francisco Robson tinham discutido e chegaram a trocar agressões, o que teria motivado o crime. Após o atropelamento, o motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas. Thyago não resistiu aos ferimentos e veio a óbito, enquanto a outra vítima foi socorrida e devido à gravidade dos ferimentos foi encaminhada a um hospital em Fortaleza.

Homem é preso com arma, drogas e balança de precisão

O suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, receptação, resistência e porte ilegal de arma de fogo

Foto: Divulgação/SSPDS/CE

Um homem identificado como Roberto Albuquerque de Souza Júnior (23), foi preso nesta sexta-feira (8), no bairro Genibáu, em Fortaleza. Ele é suspeito de tráfico de drogas, a polícia aprendeu uma arma, uam balança de precisão e uma certa quantidade de drogas com o suspeito.
A polícia recebeu uma denúncia de que estava acontecendo tráfico de drogas em uma casa no bairro. Ao chegarem ao local, a polícia encontrou o suspeito, que ficou nervoso com a presença dos policiais e não queria deixar que os agentes entrassem na casa para realizar uma busca.
Foram encontradas aproximadamente 43 trouxinhas de cocaína, além de maconha e uma balança de precisão. Toda droga encontrada já estava embalada, pronta para ser comercializada. Também foi encontrada no local uma espingarda calibre 12, com numeração raspada, assim como uma certa quantia em dinheiro.
O suspeito foi conduzido para o 12º Distrito Policial, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, receptação, resistência e porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil investiga a atuação criminosa do suspeito em outras práticas delituosas na região, assim como de pessoas envolvidas com atividades ilícitas.

Mulher grávida de 5 meses é presa por tráfico de drogas

A mulher não tinha antecedentes criminais. O marido dela também foi preso pelo mesmo crime

Foto: Divulgação/SSPDS/CE

Uma mulher identificada como Adriana Maciel Lara (19), foi presa nesta quinta-feira (7), no bairro Bonsucesso, em Fortaleza, por tráfico de drogas. Ela está grávida de 5 meses e não tinha antecedentes criminais.O marido dela também foi preso.
A polícia percebeu uma movimentação suspeita na residência do casal e decidiu abordar Alexsandro do Nascimento Pinheiro (26). Por várias vezes, o homem ia para a varanda da casa e retornava, como se estivesse esperando a chegada de alguém. No momento da abordagem policial, o suspeito demonstrava bastante nervosismo.
Ao se aproximarem da sala da residência, os policiais civis avistaram um prato com substância com aparência de cocaína sendo fracionada. Ao adentrarem na casa, encontraram Adriana, grávida de 5 meses, sem antecedentes criminais. Após uma vistoria mais detalhada no local, localizaram cocaína, pedras de crack, um revólver calibre 38, dinheiro e material utilizado para o preparo das drogas. Diante das evidências, os suspeitos confessaram que estavam traficando na região e foram encaminhados para o 5º DP, onde foram presos e estão à disposição da Justiça.
Foram apreendidos ainda munições, dois celulares, drogas (cocaína e crack), produtos químicos utilizados na fabricação dos entorpecentes, uma motocicleta e o valor de R$ 80,00 em espécie. A dupla foi autuada por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Alexsandro do Nascimento Pinheiro (26) tem passagens pela Polícia por receptação e crimes de trânsito.

Governo estuda extinguir seguro obrigatório DPVAT em 2020, diz agência

Medida poderia valer já para o próximo ano, segundo duas fontes da equipe econômica ouvidas pela agência de notícias Reuters

Seguro indeniza vítimas de acidentes de trânsitoFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Governo Federal estuda a extinção do seguro obrigatório DPVAT, que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, o que poderia valer já para o próximo ano, segundo duas fontes da equipe econômica ouvidas pela agência de notícias Reuters.
A Superintendência de Seguros Privados (Susep), inclusive, já enviou uma proposta para o Ministério da Economia sobre o assunto. Segundo a Reuters apurou, o tema poderá ser tratado via medida provisória (MP). Pela proposta, o DPVAT seria extinto a partir de 1º de janeiro de 2020.
Em entrevista à Reuters nesta sexta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a investida, frisando que a ideia é abolir o DPVAT já no ano que vem.
Ele lembrou que o compromisso do governo Jair Bolsonaro é "tirar do cangote" das pessoas e empresas o peso de alguns encargos.
"É algo que o consumidor talvez aprove e tem que ver como vai ficar a indústria que vive disso", disse.
Para cobrir as indenizações do seguro até 2026 por acidentes ocorridos até o fim deste ano, a seguradora Líder, responsável pelo pagamento do DPVAT, repassaria ao Tesouro R$ 1,25 bilhão em cada um dos próximos três anos, conforme proposta atualmente em estudo. Isso aconteceria por intermédio da Susep.
Hoje, o valor anual recolhido a título de DPVAT dos donos de veículos é de cerca de R$ 2,3 bilhões. Por lei, 45% desse montante deve ser repassado ao SUS (Sistema Único de Saúde), com os 5% sendo direcionados ao Denatran.
De acordo com números internos, a avaliação é que, já estimadas as obrigações de repasse e as indenizações a vítimas de acidentes até o fim de 2019, ainda restariam em torno de R$ 4,8 bilhões livres para a seguradora Líder.
A Líder é um consórcio de 73 seguradoras que administra o DPVAT. Entre suas participantes, estão empresas como AIG Seguros, Caixa Seguradora, Bradesco Seguros, Itaú Seguros, Mapfre, Porto Seguro, Omint, Tokio Marine e Zurich Santander.
Mais cedo neste ano, a superintendente da Susep, Solange Paiva, já havia dito publicamente que o modelo do DPVAT estava sob revisão, também criticando sua estrutura de monopólio.
Procurada nesta sexta-feira, a Susep informou à Reuters que não comentaria o assunto.

Após deixar prisão em Curitiba, Lula discursa e ataca Lava Jato

Beneficiado pela decisão do Supremo contra a prisão após condenação em segunda instância, o ex-presidente é solto e, ao encontrar simpatizantes, critica a força-tarefa da Lava Jato. Defesa diz que vai pedir anulação de processo

Lula passou 580 dias preso na carceragem da PF em Curitiba, cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de GuarujáFoto: AFP
Ao deixar, nesta sexta-feira (8), a prisão, após passar 580 dias em uma cela improvisada da Polícia Federal de Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva centrou fogo na força-tarefa da Lava-Jato, acentuou a sua oposição ao Governo do presidente Jair Bolsonaro e deu sinais de que pretende voltar ao cenário político com viagens pelo País. Poucas horas depois, o petista adotou tom mais leve em vídeo publicado nas redes sociais. Disse que quer “construir um País melhor” e que não vai “ficar falando mal” do presidente Jair Bolsonaro.
Condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados a reformas feitas em seu benefício pela Construtora OAS em um apartamento tríplex no Guarujá (SP), Lula é um dos quase 5 mil presos beneficiados por alteração da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que agora não mais permite o cumprimento automático de pena de condenados em duas instâncias judiciárias. A defesa de Lula havia recusado a progressão de pena para o regime aberto, considerando que, ao aceitar, Lula estaria concordando com sua prisão.
Em seu discurso, o petista disse crer que “dignidade não se compra em shopping center, em feira ou bar”, e que a sua teria sido ferida por seus acusadores. Prometeu “lutar para melhorar a vida do povo brasileiro”, que, segundo ele, “está uma desgraça”. Há tempos numa cruzada contra a força-tarefa da Lava Jato, o petista fez ataques.
“Se pegar o (Deltan) Dallagnol, o (Sergio) Moro, alguns delegados que fizeram inquérito, enfiar um dentro do outro e bater no liquidificador, o que sobrar não é 10% da honestidade que eu represento neste País”, disse o ex-presidente, referindo-se aos agentes como “lado podre” de instituições que trabalharam, em seu entendimento, “para tentar criminalizar a esquerda, o PT e o Lula”.

Discurso
Embora tenha citado o nome do presidente várias vezes ao longo do discurso, Lula direcionou os ataques muito mais na esfera governamental, em uma evidente demonstração de que pretende assumir o lugar de principal opositor do atual Governo Federal.
“Depois que eu fui preso, o Brasil não melhorou, o Brasil piorou. O povo está passando mais fome, o povo não tem mais trabalho, o povo está trabalhando de Uber, tá trabalhando de bicicleta para entregar pizza, tá trabalhando sem o menor respeito”, criticou.
De acordo com o IBGE, a extrema pobreza atingiu 13,5 milhões de pessoas no último ano, maior nível dos últimos sete anos. Estudo da FGV também apontou o mais longo período de aumento de desigualdade da história, com concentração de renda crescente há mais de quatro anos.
Lula agradeceu a lideranças petistas no palco e citou partidos como Psol, PCdoB e PCO, ensaiando a reorganização de sua base política. Para o ex-presidente, o petista Fernando Haddad não foi eleito presidente no ano passado “porque a eleição foi roubada”, numa referência a suspeitas de uso de disparos massivos de mensagens de WhatsApp pela campanha de Bolsonaro. O episódio é apurado no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o petista, Bolsonaro foi eleito “com base em fake news e mentira”.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Julgamento da Chacina do Benfica começa nesta quarta; relembre o crime

Sentam no banco dos réus Douglas Matias da Silva, Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes e Francisco Elisson Chaves de Souza
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Começa nesta quarta-feira, 6, o julgamento dos três acusados de participação na chamada Chacina do Benfica, que deixou sete mortos em diferentes pontos do bairro de Fortaleza em 9 de março de 2018. Segundo o Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE), o julgamento durará dois dias, até quinta-feira, 7, devido “à quantidade de réus, vítimas e pela complexidade do caso”.
Sentam no banco dos réus Douglas Matias da Silva, Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes e Francisco Elisson Chaves de Souza. Na denúncia, o Ministério Público do Ceará (MP-CE) havia arrolado 30 testemunhas do caso. Eles irão a júri popular pelos crimes de homicídio, homicídio tentado e organização criminosa.

O que foi a Chacina do Benfica?

A chacina ocorreu em 9 de março de 2018, em três pontos distintos do Benfica, em Fortaleza. Era noite de sexta-feira e o bairro, conhecido pelo clima universitário e boêmio, estava tomado por estudantes e frequentadores de bares da região. Por volta das 23h30min, um veículo Fiat Punto branco parou próximo à Praça da Gentilândia, e os ocupantes começaram a disparar.
Foram cerca de 20 tiros, que deixaram três mortos. O segundo front do massacre ocorreu em uma rua próxima, na Vila Demétrio, quando atiradores dispararam contra a sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), deixando dois mortos. O último ponto da chacina foi na rua Joaquim Magalhães, onde outras duas pessoas com camisetas da TUF foram assassinadas.

Qual foi a motivação dos crimes?

A Polícia Civil do Ceará apurou que a chacina ocorreu no contexto do conflito entre facções criminosas. Os autores do crime são da facção Guardiões do Estado (GDE). Além do trio de réus, um adolescente e, pelo menos, um outro homem não identificado participaram do crime, ainda de acordo com a investigação da Polícia Civil no caso.
Segundo a denúncia, o alvo principal da ação era Geovane Diogo Silva Oliveira, integrante da facção Comando Vermelho (CV) e autor do assassinato de Jorge Luiz, primo do réu Stefferson Mateus. Os homicidas não encontraram Geovane, mas, na Praça da Gentilândia, se depararam com um primo dele, José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior. No local, passaram a disparar contra Gilmar, atingindo também pessoas sem qualquer relação com a disputa.
Conforme o MPCE, de lá os réus seguiram à sede da TUF, onde acreditavam que poderiam encontrar integrantes do CV. Ao sair do local, os criminosos ainda se depararam com outras duas pessoas em uma moto, que também identificaram como integrantes do CV. A investigação encontrou indícios de que essas vítimas foram confundidas com outras pessoas. A investigação descarta que o crime tenha relação com torcidas organizadas.

Quem são os acusados?

Dois dias depois da chacina, foi preso em um apartamento do Meireles, bairro nobre de Fortaleza, o primeiro acusado do crime, Douglas Matias da Silva. Sete meses antes da matança, ele já havia tido prisão preventiva decretada por suspeita de participação em outro assassinato na Praça da Gentilândia, mas estava foragido.
Quase dois meses depois, os outros dois suspeitos, Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes e Francisco Elisson Chaves de Souza, foram presos em Paracuru, na Região Metropolitana de Fortaleza. Eles estavam cometendo crimes na região e foram capturados por tráfico de drogas e porte de armas. Os dois já tinham mandados de prisão abertos desde março pela chacina, e respondiam na Justiça por assalto a mão armada e furto de veículos.

Quem foram as vítimas?

Morreram na Praça da Gentilândia José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior, Antônio Igor Moreira e Silva e Joaquim Vieira de Lucena Neto. No entorno da sede da TUF, foram mortos Carlos Victor Meneses Barros e Adenilton da Silva Ferreira. Já na Joaquim Magalhães, morreram Pedro Braga Barroso Neto e Emilson Bandeira de Melo Júnior.

Segundo a Polícia, quatro das sete vítimas, Joaquim Vieira, Carlos Victor Meneses, Emilson de Melo e Adenilton da Silva não possuíam antecedentes criminais. José Gilmar Furtado e Antônio Igor Moreira tinham passagens por posse de drogas. Pedro Braga Barroso respondia por crimes de roubo e associação criminosa.

Criminoso que matou PM em gráfica possui antecedente por roubo e associação criminosa

Segundo a Polícia Militar, ele foi preso quando buscava atendimento no Hospital Frotinha, do bairro Parangaba

Iago foi preso ao buscar atendimento no hospital Frotinha da Parangaba
Iago foi preso ao buscar atendimento no hospital Frotinha da Parangaba (Foto: FOTO: reprodução )
Iago dos Santos Monteiro, de 28 anos, é o homem que aparece no vídeo do circuito interno de segurança que mostra o assalto a uma gráfica do bairro João XXIII, em Fortaleza. Ele possui antecedentes por roubo e associação criminosa. Iago foi atingido por um disparo ao anunciar o assalto e matou o soldado da Polícia Militar do Ceará, Pedro Henrique Siqueira. A ação foi registrada na tarde desta terça-feira, 5. A câmera de segurança mostra o momento do crime.
Iago está em uma unidade de saúde e é escoltado por policiais. Segundo a Polícia Militar, ele foi preso quando buscava atendimento no Hospital Frotinha, do bairro Parangaba. Em um vídeo gravado por agentes de segurança, dentro da unidade de saúde, Iago afirma que agiu com outro homem identificado como Wesley.
O processo criminal de Iago é de 2017. Em alguns perfis era relatado que ele havia sido solto neste ano, em audiência de custódia, no entanto O POVO apurou que a informação é falsa. Outra informação apurada pela reportagem é que o criminoso iniciou um curso superior em 2013, de Jornalismo, mas cursou apenas um semestre e abandonou os estudos.