quarta-feira, 30 de abril de 2014

Mulher é morta na Raul Barbosa

CRIME MISTERIOSO

A vítima estava em um táxi clandestino e transportava cerca de cinco quilos de pó branco, similar à cocaína

crime
Após manter diálogo com a vítima, um dos suspeitos sacou uma arma e atirou na cabeça da mulher, que teve morte imediata
FOTO: KIKO SILVA
Uma mulher, ainda não identificada, foi morta a tiros por volta das 15h de ontem, na Avenida Governador Raul Barbosa, bairro Aerolândia, em Fortaleza. Ela estava a bordo de um táxi clandestino, quando foi alvejada por duas pessoas em uma bicicleta, que se evadiram.
O motorista do veículo, Francisco Adriano Peixoto, de 24 anos, também foi baleado, mas estava consciente no local do crime, conversando com a Polícia e com a imprensa. Adriano afirmou aos policiais que a mulher entrou no carro, um Siena de cor preta, no bairro Tancredo Neves, e pediu para seguir até a Avenida Raul Barbosa. Adriano alegou não conhecer a mulher e disse ter sido contratado apenas para levá-la até o destino final.
Segundo o motorista, chegando ao local indicado, a mulher atendeu a um telefonema e logo em seguida apareceram dois homens, em uma bicicleta, ao lado do carro.
Após manter diálogo com a mulher, um dos suspeitos sacou uma arma e atirou, à queima roupa. O motorista tentou fugir a pé e também foi alvejado, nas pernas, sendo atendido e socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A mulher morreu dentro do carro.
Na bolsa da vítima, que caiu ao lado do corpo, dentro do carro, a Perícia Forense encontrou cerca de cinco quilos de um pó branco, similar a cocaína. Até o fechamento desta edição, a mulher não havia sido identificada. Os acusados do crime também não foram localizados. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalha com a hipótese de uma execução.
Por conta do homicídio, o trânsito na via ficou ainda mais complicado. Muitos motoristas reduziam a velocidade para tentar ver o corpo da mulher.
Ao redor do cordão de isolamento feito pela Polícia, muitos curiosos se arriscavam, literalmente no meio da avenida, para também tentar ver o trabalho dos técnicos da Perícia Forense.
Apesar dos pedidos dos PMs para que as pessoas se afastassem, não houve compreensão por parte dos populares, que se aglomeraram e dificultaram ainda mais o trajeto dos veículos no local. A reportagem acompanhou os trabalhos da Polícia na ocorrência por aproximadamente duas horas. Nenhum agente da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) esteve no local.
Levi de Freitas
Repórter

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